Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 06-09-2013, Gaudium Press) - Em sua homilia da Santa Missa rezada na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco comentou parte do Evangelho de hoje (São Lucas 5, 33-39) quando Jesus responde a uma pergunta dos fariseus com uma outra pergunta que remete à alegria e fidelidade e os deixa embaraçados: "Os convidados de um Casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles?", perguntaram eles.
O Santo Padre lembrou que Nosso Senhor faz várias referências às imagens do esposo, do matrimônio, relacionando-as com as núpcias de Cristo com a Igreja. "Creio que este seja o motivo mais profundo pelo qual a Igreja preserva tanto o Sacramento do Matrimônio, porque é justamente a imagem da união de Cristo com a Igreja", disse o Papa.
Partindo do trecho do Evangelho em que Jesus responde aos escribas, o Papa discorreu sobre duas atitudes com as quais o cristão deveria viver essas núpcias: Antes de tudo, com alegria, porque é uma grande festa. "O cristão é fundamentalmente jubiloso. No final do Evangelho, quando trazem o vinho, quando fala do vinho, penso nas bodas de Caná: e por isso Jesus fez aquele milagre; Maria percebeu que não tinha mais vinho, mas sem vinho não há festa.... Já pensou terminar as bodas tomando chá ou suco: não dá... é festa e Nossa Senhora pede o milagre. E assim é a vida cristã, alegre, alegre de coração." Há momentos de cruz, de dor, mas há sempre aquela paz profunda do júbilo.
Se a primeira atitude é a festa, "a segunda é reconhecer-Lo como o único", "como o único Esposo", afirmou o Papa que continuou: Ele "é sempre fiel e pede a nós fidelidade". Não podemos servir a dois Senhores: ou se serve a Deus ou se serve ao mundo.
A segunda atitude do cristão deve ser, então, de fidelidade: "Reconhecer Jesus como o tudo, o centro, a totalidade. Mas sempre teremos a tentação de jogar fora esta novidade do Evangelho, este vinho novo em atitudes velhas... Os odres velhos não podem levar o vinho novo. É a novidade do Evangelho. Que o Senhor nos dê, a todos nós, a graça de ter sempre esta alegria, como se fôssemos ao casamento. E também ter esta fidelidade ao único esposo, que é o Senhor".
Para o Papa Francisco, esta segunda atitude nós a encontramos na parábola das núpcias do filho do rei. Todos foram convidados, bons e maus. Mas quando a festa tem início, o rei olha para quem não tem as vestes nupciais e os repreende.
Alguém poderia perguntar, disse o Papa, "... mas, padre, como assim? Eles se encontram no cruzamento das estradas e se pede a eles a veste nupcial? O que significa isto?'. E ele mesmo responde "É muito simples! Deus nos pede somente uma coisa para entrar nesta festa: a totalidade. O Esposo é o mais importante; o Esposo preenche tudo! E isso nos leva à primeira Leitura, que nos fala tão fortemente da totalidade de Jesus, o primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas, por meio d'Ele e em vista d'Ele! Ele é o centro, tudo." (JSG)
Com informações Rádio Vaticana
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