Roma - Itália (Quarta-feira, 27-07-2016, Gaudium Press) Annibale Gammarelli, conhecido como o "alfaiate dos Papas", era a quinta geração à frente da conhecida loja "Gammarelli", situada no centro de Roma e conhecida por confeccionar as batinas dos pontífices, especialmente para os conclaves. Morreu no dia 12 de julho de 2016 na Cidade Eterna, deixando o legado da empresa ao seu filho Stefano Paolo e seus sobrinhos Massimilliano e Lorenzo; hoje sexta geração da família dos alfaiates papais.
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A história desta peculiar loja, que por mais de dois séculos teve a honra de vestir não apenas aos pontífices, mas a Cardeais e também sacerdotes, tem suas origens em 1798 com Giovanni Antonio Gammarelli, quem iniciou com o nobre trabalho de vestir ao clero romano durante o pontificado do Papa Pio VI. Um trabalho que, após sua morte, passou ao seu filho Filippo e deste ao seu neto, Annibale, que em 1874 transladou a alfaiataria à Via Santa Clara no Palácio da Pontifícia Academia Eclesiástica, onde se encontra na atualidade.
Foi com a terceira geração que a loja teve um interessante impulso e um especial desenvolvimento, sendo amplamente conhecida dentro do contexto eclesial do momento. Após sua morte, seus filhos, BoaVentura e Giuseppe, em homenagem ao fundador, decidiram chamar a alfaiataria "Ditta Annibale Gammarelli". Um nome que levou o negócio familiar a ser conhecido no mundo eclesiástico, não apenas de Roma, mas da Itália e várias partes do mundo.
Foi Bonaventura quem em homenagem ao seu ancestral decidiu chamar ao seu filho Annibale quem até este ano levou as rendas da loja familiar. Com ele a alfaiataria foi incluída dentro dos negócios históricos de Roma, sendo provavelmente a empresa mais antiga de Roma que ainda é dirigida por descendentes diretos do fundador. Atualmente o filho e sobrinho de Annibale.
Essa alfaiataria está por trás de milhares de histórias, mas a que mais enche de orgulho o legado familiar é a tradição de confeccionar para cada conclave três batinas brancas de diferentes tamanhos que ficam prontas na espera do nome do sucessor de Pedro, e normalmente exibir na vitrine da loja enquanto transcorre a eleição do novo Pontífice.
Hoje tem a honra de vestir ao Santo Padre Francisco -que a cada dois meses troca de batina-, mas também tiveram a alegria de confeccionar as batinas, assim como a capa vermelha e o solidéu que utilizaram seus predecessores Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. (GPE/EPC)
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