Guadalajara - México (Segunda-feira, 07-03-2016, Gaudium Press) Juan Daniel Macías Villegas, o último sobrevivente dos chamados "Cristeros" que foram obrigados a tomar as armas durante a perseguição religiosa de início do Século XX no México, faleceu com 103 anos de idade em sua terra natal, San Julián, no estado de Jalisco, México. O leigo tinha apenas 13 anos quando foi iniciada a guerra civil e se uniu a um dos contingentes de soldados cristãos nos altos de Jalisco e Guanajuato.
O portal Catolicidad de a notícia de sua morte, produzida no dia 18 de fevereiro, e relatou como sua família e amigos percorreram o caminho da Paróquia de São José até o Cemitério atravessando os lugares em que se desenvolveu um célebre combate em 1927, no qual as tropas cristeras do Coronel Victoriano Ramírez derrotaram o General Cedillo. "Dom Juan nos precedeu com o sinal da Fé", afirmou Catolicidad em sua homenagem póstuma. "Que Cristo Rei, por quem lutou, o acolha em sua eterna Glória".
O contexto no qual se produziram estes fatos foi a sistemática perseguição à Igreja desatada pelo decreto presidencial que ordenou a suspensão do culto religioso e o fechamento das igrejas em junho de 1926. Segundo Catolicidad, Macías se viu forçado a tomar em armas quando tinha 13 anos durante um combate no chamado Cerro de Orozco. O jovem demonstrou grande perícia e foi integrado ao esquadrão de Victoriano Ramírez.
O governo mexicano finalmente aceitou modera a aplicação das normas sobre o culto religioso e a educação e as tensas relações da Igreja e do estado se restituíram gradualmente de forma tácita e somente em 1992 conseguiram uma reforma das normas da Constituição. Os dados históricos sobre a Guerra Cristera são pouco conhecidos e muitos dos protagonistas ficaram no esquecimento. (GPE/EPC)
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