Lahore - Paquistão (Quarta-feira, 30-03-2016, Gaudium Press) Dom Sebastián Francis Shah, Arcebispo de Lahore, Paquistão, visitou um hospital local no qual se atendem a vários dos cerca de 300 feridos vítimas do atentado terrorista realizado para sabotar a celebração cristã da Páscoa, segundo a explicação oferecida pelos grupos extremistas que se atribuíram o crime. "Tem sido realmente difícil porque temos visto muitas crianças de apenas 4 ou 5 anos", indicou o prelado, segundo informou a agência ACI.
"Aos meus fiéis lhes digo que não percam a esperança, porque ainda enfrentam um período de grande dificuldade, devemos aprender a levantar-nos como Cristo soube fazê-lo depois de carregar a Cruz", acrescentou Dom Shah. "E assim nós, portando nossa Cruz, devemos avançar porque Deus está e estará sempre conosco".
O atentado já tinha sido rechaçado pelo Papa Francisco durante sua alocução no Regina Caeli na Praça de São Pedro no último domingo, 28 de março, no qual qualificou o ato como um "crime vil e insensato". O Pontífice pediu às autoridades e à sociedade em geral "que dediquem todos seus esforços para devolver a segurança e a serenidade à povoação e, em particular, às minorias religiosas mais vulneráveis".
Da mesma forma, o irmão do abatido líder católico Shahbaz Bhatti, Paul Bhatti, lamentou o fato, que atribuiu em declarações ao diário italiano Il Sussidiario a que "uma geração inteira foi educada para estar pronta a viver, morrer e matar em nome de uma ideologia imposta". O ex-ministro indicou que a chave para entender a tragédia é a educação ideológica desde os quatro ou cinco anos de idade. O atentado, segundo Bhatti, "é a consequência desta educação. Em muitas escolas se ensina o ódio até aos não muçulmanos. (GPE/EPC)
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