Santa Maria - Rio Grande do Sul (Quinta-Feira, 15/01/2015, Gaudium Press) Dom Hélio Adelar Rubert, Arcebispo de Santa Maria, no Estado do Rio Grande do Sul, escreveu um artigo sobre o Ano da Paz. Ele afirma que é uma graça abrir o novo ano invocando as bênçãos celestes para um ano de paz na fraternidade e solidariedade. Para ele, a fraternidade é o vínculo fundante da vida familiar e o alicerce da vida social.
O Prelado recorda que no livro do Gênesis (Gn 1,27-28), lemos que Deus criou o ser humano como homem e mulher e os abençoou para que crescessem e se multiplicassem. Ele lembra ainda que Caim e Abel são irmãos e, infelizmente, Caim não só não suporta o seu irmão Abel, mas o mata por inveja, cometendo o primeiro fratricídio. Dom Rubert afirma que assim continua a história do pecado na história humana, história dos crimes, escravidões e injustiças.
Segundo ele, ao iniciar o ano de 2015 o Papa Francisco tenta ajudar a humanidade, em todas as suas esferas, para uma consciência e ações em favor da paz humana a começar no coração humano, nos relacionamentos pessoais e sociais. Para isso tomou o tema: "Já não escravos, mas irmãos".
Ainda de acordo com o Bispo, o Pontífice, primeiramente, faz memória das múltiplas faces da escravidão no passado e nos nossos dias, falando das diversas formas de escravaturas modernas que privam a liberdade e constrangem as pessoas a viverem em condições de escravidão, falando dos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos setores, a nível formal e informal.
Ele também cita os muitos migrantes que, ao longo do seu trajeto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, despojados dos seus bens ou abusados física e sexualmente; fala do trabalho escravo, das pessoas obrigadas a se prostituírem, dos menores e adultos que são objeto de tráfico e comercialização para remoção de órgãos, para servir de pedintes, para atividades ilegais como produção ou venda de drogas. Por fim, Dom Rubert destaca que o Papa Francisco pensa em todos aqueles que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas.
"Algumas causas profundas da escravidão em nossos dias são denominadas como a concepção da pessoa humana tratada como um objeto e não como um ser criado à imagem e semelhança de Deus. Outras causas são a falta de acesso à educação, faltam oportunidades de emprego, a corrupção, os conflitos armados, as violências, a criminalidade e o terrorismo", avalia.
O Papa Francisco antes de propor compromissos comuns para vencer a escravidão, enfatiza o enorme trabalho que muitas congregações religiosas, especialmente as femininas, realizam silenciosamente, há tantos anos, a favor das vítimas das escravidões dos traficantes e exploradores, buscando um trabalho comunitário em nível de Países, Estados, organizações intergovernamentais, empresas, sociedade civil e Igrejas, propõe globalizar a fraternidade como um não à escravidão e à indiferença.
Para concluir, o Prelado ressalta que são necessários gestos concretos de fraternidade e Deus perguntará a cada um de nós: "Que fizeste do teu irmão"? (cf. Gn 4,9-10). "Todos somos artífices da globalização da solidariedade e da fraternidade que traz esperança, a qual Deus coloca em nossas mãos. Feliz 2015: Ano da Paz", conclui. (FB)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas