Índia - Bubaneshwar (Quinta-feira, 07-12-2017, Gaudium Press) O Arcebispo de Cuttack-Bubaneshwar, Índia, Dom John Barwa, designou ao sacerdote Purushottam Nayak para que inicie uma investigação e reúna documentos para elaborar um relatório sobre uma centena de fiéis assassinados durante os ataques de Kandhamal em 2008. As vítimas poderiam ser declaradas mártires e chegar aos altares ao estabelecer-se que deram sua vida por causa de sua Fé.
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Dom Barwa indicou que o tempo era indicado para recolher a documentação e apresentar um pedido à Santa Sé sobre o reconhecimento do martírio. O prelado indicou à Rádio Vaticano que o sacerdote designado "coletará uma lista de pessoas martirizadas durante as perseguições, uma biografia crítica das pessoas propostas, um relatório sobre as virtudes, a reputação de sua santidade, os relatórios de favores concedidos, se os há, através de sua intercessão". O sacerdote analisará, ainda, se existem obstáculos para um processo de beatificação, assim como a disponibilidade de testemunhos ou escritos sobre as pessoas investigadas, favoráveis ou contraditórios para a causa.
Ao iniciar-se uma causa de beatificação, os candidatos são submetidos a uma profunda investigação a nível diocesano que permitirá coletar dados suficientes e comprovados que permitam a declaração das virtudes heroicas dos Servos de Deus. A Igreja estabelecerá se a morte dos fiéis se produziu por ódio à Fé e, se certificar da entrega da vida por fidelidade a Deus, não seria necessário um milagre para a beatificação dos mesmos.
O trabalho do Padre Nayak, que serve como secretário pessoal do Arcebispo, se iniciará no dia 1º de janeiro, antecedendo a abertura formal de um processo diocesano. Segundo o Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Bombaim, o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, mostrou interesse pelas vítimas da perseguição em Kandhamal e a possibilidade de sua declaração como Mártires.
Os fatos de perseguição aos cristãos em Kandhamal em 2008 são os mais cruentos da história da Índia e se produziram em consequência do assassinato de um líder hinduísta e a acusação à vários cristãos pelo crime, apesar de que foi reivindicado por rebeldes maoístas. Os ataques aos bairros cristãos deixaram um saldo de umas 100 vítimas fatais, além de 395 templos e 6.500 lares destruídos. (EPC)
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