Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 03/06/2016, Gaudium Press) - O beato Estanislau Papczynski, fundador da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, será canonizado pelo Papa Francisco no próximo domingo, 5 de junho, na Praça São Pedro.
Santo Estanislau de Jesus e Maria
O bem-aventurado nasceu na Polônia, em 18 de maio de 1631. Foi um religioso que teve grande fama de pregador e promotor do Sacramento da Penitência.
Estanislau de Jesus e Maria é considerado ‘Patrono da Vida' por muitas pessoas, por ter se revelado como intercessor em situações que tocam a vida nascente ou a infância.
O milagre pelo qual foi beatificado, em 2007, pelo Papa emérito Bento XVI, foi a cura milagrosa de um feto no ventre materno.
Santo confessor
O Beato Stanislaw Papczynskiego, ou Estanislau de Jesus e Maria, foi um religioso Escolópio com grande fama de pregador e promotor do Sacramento da Penitência. Durante seu apostolado, se dedicou à reforma de sua Ordem e buscou o estrito cumprimento da Regra.
Devido a uma divisão no interior da comunidade se viu forçado a retirar-se da mesma em 1670, fundando em seguida uma Ordem de eremitas dedicados à propagação do culto da Virgem Maria e do dogma da Imaculada Conceição (que não tinha sido ainda proclamado).
Edificou uma pequena capela de madeira e começou um intenso trabalho de apostolado nas comunidades rurais.
O futuro Santo experimentou numerosas visões das almas do purgatório, e afirmava: "Irmãos, rezem pelas pobres Almas do Purgatório, porque seus sofrimentos são insuportáveis".
Da mesma maneira declarou guerra contra o abuso do álcool, um mal muito presente em seu tempo. Aos membros de sua comunidade, proibiu o consumo da popular vodca, causadora deste mal: "O uso da vodca está proibido estritamente, tanto em casa como fora dela, sob a perda da bênção divina", determinou. "Isto é para honrar a sede de Nosso Senhor na Cruz".
Reconhecimento
Para obter a aprovação canônica, o fundador teve que assumir uma Regra já existente e desenvolver seu apostolado em paróquias constituídas. Cumprindo estes requerimentos, obteve a aprovação Pontifícia em 1699, recebendo a Regra da Ordem da Anunciação da Virgem Maria, uma comunidade feminina franciscana, o que fez com que os religiosos fossem agregados à Ordem dos Frades Menores.
O Beato Estanislau faleceu dois anos depois, e somente alguns meses depois professaram votos os primeiros religiosos da Ordem.
A Ordem continuou crescendo e se expandiu pela Polônia e Lituânia, assim como obteve a custódia da igreja dos Santos Vito e Modesto em Roma.
Em 1787 se reconheceu como uma realidade independente da comunidade franciscana e se anulou a agregação à Ordem dos Frades Menores.
No entanto, novas dificuldades aguardavam a comunidade, que padeceu o confisco da maior parte de seus bens por parte do Czar da Rússia. Em 1867 só restavam 24 religiosos, em 1897 só três e, finalmente, um em 1908.
Para evitar o desaparecimento da Congregação, o Beato Jurgis Matulaitis, então sacerdote e professor da Academia Teológica, pediu que se permitisse ingressar na Ordem sem completar o noviciado e poder usar o hábito preto dos sacerdotes seculares.
O Beato restaurou a comunidade que ainda teve que enfrentar a censura russa e a perseguição por parte do regime nazista e a União Soviética. (JSG)
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