Cidade do Vaticano (Terça, 25-08-2009, Gaudium Press) Em um telegrama enviado em nome do Santo Padre, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarciso Bertone, ao presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, diz que o pontífice "confia a alma do último presidente Kim Dae-jung à graça e ao amor do onipotente Deus". Na carta, Bento XVI envia ainda à nação sul-coreana "a benção divina de paz e força". O ex-presidente faleceu no último dia 18.
Kim Dae-jung, ex-presidente sulcoreano, era católico e nasceu quando ambas Coreias ainda estavam unidas. Foi famoso por lutar pela paz e pela democracia. Em 2000, recebeu o prêmio Nobel da Paz por seus esforços em tentar reconciliar as nações.
A informação sobre a morte do ex-presidente sulcoreano repercutiu também nos meios de comunicação estatais da China e da própria Coreia do Norte - esta, ainda tecnicamente em guerra com a vizinha do sul, enviou condolências e representantes oficiais para o funeral de Dae-jung.
Kim Dae-jung morreu no dia 18 de agosto em um hospital de Seul, aos 85 anos, por causa de complicações causadas por uma pneumonia. O funeral foi católico. Conforme costumava dizer, "a fé é uma ajuda" para ele. Ficou a frente do governo no sul entre os anos de 1998 e 2003, quando pôs em prática uma linha política que ficou conhecida como "Sunshine Policy" ("Política da luz do sol", em tradução livre).
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