| "Com Cristo devemos ser mais sensíveis à pobreza dos povos", disse o Santo Padre |
Castel Gandolfo (Segunda-feira, 01-08-2011, Gaudium Press) "O Senhor nos oferece um exemplo eloquente de sua compaixão pelas pessoas. Nos faz pensar em nossos muitos irmãos e irmãs que nestes dias, no 'Chifre da África', sofrem as dramáticas consequências da penúria, agravadas pela guerra e pela carência de estruturas eficientes". Com essas palavras o Papa Bento XVI fez referência a atual situação vivida pelos africanos daquela região, relacionando-a ao Evangelho deste domingo que meditou sobre o milagre da multiplicação dos pães.
Bento XVI observou que o milagre da multiplicação era uma "preparação" para os discípulos em suas futuras missões apostólicas, para levar a Palavra de Deus, os sacramentos ao mundo todo e a antecipação da Eucaristia. "Com o 'pão celeste', o Senhor responde às necessídades espirituais do homem e lhes oferece o seu amor", explicou o Papa.
O Santo Padre convidou a todos os fiéis reunidos no páteo do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo a "abrir o coração para a Palavra de Deus onde Jesus Cristo aparece como o verdadeiro alimento, que nutre e sacia os mais nobres desejos que nutrem o nosso interior".
Antes de encerrar o encontro com os fiéis, Bento XVI disse que no milagre da multiplicação dos pães "o Senhor não nos deu uma receita para matar a fome dos povos do mundo, nem para resolver este drama; Ele nos recorda que é proibido ficar indiferente diante da tragédia dos famintos e sedentos!" E finalizou: "Deus nos encoraja a estas pessoas o que comer, a dividir o pão com os mais carentes. Com Cristo devemos ser mais sensíveis à pobreza dos povos".
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