O projeto também terá a participação de diversas abadias. São acervos de extraordinária preciosidade e raridade que requerem particular atenção para sua tutela, conservação e utilização.

Itália - Subiaco (28/04/2020 13:00, Gaudium Press) A Biblioteca Nacional Central de Roma está coordenando e dirigindo um projeto de digitalização dos 206 incunábulos (livros impressos com tipos ou caracteres móveis das prensas mecânicas entre os anos 1455 e 1500) da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco
Acervos de preciosos e raros
Organizada em módulos, a digitalização se concentrará em pequenas coleções públicas, privadas e eclesiásticas. São acervos de extraordinária preciosidade e raridade que requerem particular atenção para sua tutela, conservação e utilização.

A fase inicial do projeto também terá a participação das abadias de Santa Justina, Praglia, Montecassino, Farfa, S. Nilo em Grottaferrata, Casamari, a Certosa de Trisulti, a Abadia de Cava dei Tirreni e o Oratório dei Gerolamini de Nápoles.
Colaboração e financiamento
A iniciativa conta com a colaboração do Consórcio Europeu de Bibliotecas (Consortium of European Research Libraries), uma entidade de pesquisa para a criação de instrumentos para o estudo de livros antigos impressos e manuscritos.
O projeto será financiado pela Fundação Polonsky, que se dedica ao investimento em programas filantrópicos com objetivos de conservação, valorização e livre utilização das heranças históricas e dos patrimônios culturais e ao democrático acesso ao conhecimento e ao saber.

Leitura obrigatória
Desde quando a regra de São Bento foi redigida, se impôs aos religiosos beneditinos que realizassem a leitura privada e comunitária sobretudo em determinados períodos do ano litúrgico. “Portanto era necessário um lugar para conservá-los, mas em Santa Escolástica não ficou nenhum sinal desta prática”, diz o site do Mosteiro de Santa Escolástica.
Um pouco de história
Em 1100, o abade João V, criou um “Scriptorium” no qual convidou famosos miniaturistas de mosteiros italianos e estrangeiros. Entre as várias comissões destaca-se a do “Sacramentarium Sublacense”, conservado atualmente junto da Biblioteca Vallicelliana de Roma.

Por volta do ano de 1300, a biblioteca de Santa Escolástica possuía 10 mil livros em seu acervo, muitos deles acabaram se perdendo com o passar dos séculos. Em 1465 o Mosteiro tornou-se sede da primeira tipografia italiana, sendo ali impresso o primeiro livro italiano no chamado “estilo Subiaco”.
Os livros acabaram sendo confiscados e leiloados pelo governo italiano no século XIX, assim como vários bens do mosteiro. Tempos depois Santa Escolástica tornou-se um Monumento nacional e atualmente é uma Biblioteca Estatal. Em seu acervo, estão 100 mil livros, 3780 pergaminhos, 15 mil documentos do ano de 1500 em diante, 440 códigos manuscritos e mais de 200 incunábulos, dos quais apenas 3 foram impressos em Subiaco. (EPC)
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