Buenos Aires (Sexta-feira, 17-12-2010, Gaudium Press) Aconteceu entre 14 e 15 de dezembro, em Buenos Aires, Argentina, a 157º Reunião da Comissão Permanente do Episcopado Argentino. O evento ficou a cargo do presidente da Conferência Episcopal Argentina (CEA) e arcebispo de Buenos Aires, cardeal Dom Jorge Maria Bergoglio, e teve a participação de todos os bispos presidentes das Comissões Episcopais estatuárias e de delegados das Regiões Pastorais.
Na declaração oficial do encontro, que foi dada a conhecer pela CEA, os prelados aproveitaram a ocasião para enviar uma mensagem de Natal e recordaram que este tempo convida todos a viver como irmãos. "É um momento de paz e esperança para o povo argentino em que Deus, na pessoa de Jesus de Nazaré, se fez um de nós e elegeu o caminho da pequenez e da pobreza".
Os bispos também fizeram referência à situação social vivida atualmente pelo país: "Os acontecimentos deste últimos dias colocaram nos corações de milhões de argentinos a evidência de sérios problemas que manifestam sinais de fragmentação social: a persistência da pobreza e iniquidade; a dificuldade para o diálogo; a violência e a agressão; o desrespeito aos migrantes".
Conforme os prelados, os últimos acontecimentos tornaram patentes o drama e a falta de moradia digna em parte de um setor da sociedade, aos quais se soma a "preocupante situação, em várias regiões do país, de comunidades aborígenes e campesinas que são despejadas de seus lugares de trabalho e subsistência e terminam engrossando os cordões de pobreza de várias cidades". Um cenário, que nas palavras dos mesmos prelados, "ferem profundamente a dignidade humana e aumentam ainda mais a injustiça social".
Neste sentido , e "como homens de fé", os bispos argentinos fizeram um chamado aos fiéis de seu país recordando que o reconhecimento de Deus, como fizeram os Constituintes argentinos, é "a garantia e a base sobre a qual se constrói nossa sociedade". Também disseram que o chamado de Deus como Pai "nos ajuda a respeitar-nos e amar-nos como irmãos" .
Fazendo menção aos valores morais, os bispos exortaram que se recupere a vigência e o sentido destes valores, "como fundamento da convivência social", e convidaram que se reafirme o direito primário à vida, à integridade física e moral de toda a pessoa. "Renovemos o compromisso pelo bem comum e o fortalecimento do Estado e as Instituições da República. Como temos afirmado tantas vezes, só o diálogo sincero é caminho que nos distancia do enfrentamento e da violência", concluíram.
Texto original: Sonia Trujillo
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