Chile (Quinta, 12-03-2009, Gaudium Press) Começa amanhã no Centro Cultural Palácio da Moeda, em Santiago, a exposição "Chile mestiço: tesouros coloniais", que irá reunir pela primeira vez em Santiago uma coleção de cerca de 250 peças religiosas procedentes de todo o país. A mostra irá reunir diferentes técnicas artísticas e artesanais, o cruzamento da evangelização cristã com a tradição local.
Grande parte das peças provém das escolas americanas que chegaram há muito tempo ao Chile, como as famosas cuzquenha e a quitenha. Há também criações locais, de lugares como a ilha austral de Chiloé, do norte altiplano e oriundas das oficinas dos jesuítas.
"Muitos destes mestres artesãos realizavam jejum, oração e comunhão antes de executar a obra. Estes afazeres se constituíam num ato de devoção", afirma a historiadora Gloria Cortés.
A única pintura integralmente europeia apresentada será "Virgem com o Menino entre São Francisco e Santa Clara", feita em 1602 por Angelino Meodoro, um pintor italiano que chegou à América e se transformou em uma das primeiras referências do que é considerado o barroco americano.
O reconhecido artista cuzquenho Gil de Castro estará presente por meio de pinturas como "Virgem da Merced" e "Santo Domingo". Da série da Vida de São Francisco - uma das mais importantes da arte virreinal - serão exibidas três obras, "que não refletem o século XIII, quando viveu São Francisco, mas sim a época em que viveram os artistas que pintaram esses quadros: o século XVII. As vestimentas, os hábitos e os costumes respondem às formas de então, o que tem ainda mais valor documental", afirma o sacerdote e historiador beneditino Gabriel Guarda.
A amostra ficará aberta ao público até o dia 21 de junho.
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