Cidade do Vaticano (Segunda, 30-11-2009, Gaudium Press) "Chile e Argentina, ainda que separadas fisicamente pelos Andes, são duas nações irmãs que estão estreitamente unidas por um idêntico patrimônio religioso, cultural e lingüístico". Assim declarou o cardeal secretário de Estado Tarciso Bertone no 25º aniversário da assinatura do Tratado de Paz e Amizade entre Argentina e Chile. A visita das presidentes dos dois países terminou com um encontro com o cardeal na Casa Pio IV nos Jardins Vaticanos.
O cardeal Bertone, recordando a história do Tratado, ressaltou o significativo empenho do Papa João Paulo II e do cardeal italiano Antonio Samoré no processo de mediação. Pela sua contribuição o cardeal italiano foi chamado de "o Kissinger vaticano". Cardeal Samoré, entre os diversos cargos que exerceu, foi presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e também consultor e delegado apostólico junto às Nações Unidas. O Tratado de Paz e Amizade entre Argentina e Chile foi assinado em 29 de novembro de 1984 na Sala Régia do Palácio Apostólico.
"Que as discórdias, a rivalidade ou o isolamento não tenham a ultima palavra, mas sim a perseverança incansável na busca da convivência, do respeito e o entendimento recíproco", afirmou o secretário de Estado.
Cristina Fernández de Kirchner, presidente da Argentina e a Michelle Bachelet, presidente do Chile, depois do discurso do cardeal Bertone, proferiram seus discursos.
Como recordação da visita foi inaugurada a placa comemorativa do XXVaniversário da Assinatura do Tratado. O almoço aconteceu na Casa Pio IV onde teve fim a visita das presidentes.
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