Lima - Peru (Terça-feira, 28-04-2015, Gaudium Press) No programa radiofônico Diálogo da Fé do sábado passado, o Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne, Primaz do Peru, fez referência aos cristãos que sofrem perseguição em diversos lugares do planeta.
"No mundo estamos vendo uma situação muito forte: estão matando aos cristãos por sua Fé. Estamos diante de um desafio, creio que é o momento para rezar por esses irmãos que passam por perseguição, e para que em nossa própria vida não tenhamos medo de proclamar nossa Fé. Não é uma ideologia pela luta do podes, mas por Cristo. Devemos dar-nos conta que é importante manifestar a Fé em todos os âmbitos da vida, não impô-la, mas não nos deixemos enganar. A Fé católica não se quer impôr, quer liberdade de expressão e de comunicação", disse o Cardeal Cipriani.
O purpurado limenho também fez referência ao atual debate sobre o aborto que se realiza em seu país. Falando sobre o bem comum, que sempre deve ser procurado, o Cardeal Cipriani o definiu como "a obrigação de conhecer a verdade o melhor possível e fazer que essa verdade chegue à maioria. Se eu vejo que esta criatura tem vida própria não posso autorizar sob nenhum critério que a matem", afirmou.
Não se poderia decretar a morte do menor fruto de uma violação, sem -em reciprocidade- decretar a morte do violador. "Eu diria: se estamos falando de morte, tem que matar aos violadores porque é uma pena de morte contra outra, mas não. Ninguém no mundo defende a pena de morte, a Igreja muito menos, porque chegou a conclusão que não é um caminho para a vida humana resolver os problemas com base na morte. Se se chega a essa conclusão no campo democrático como o vais aplicar contra o ser mais desprotegido, a pena de morte ao não nascido? Sobre isto haverá milhares de discussões mas a mim em nome de Deus, da Igreja Católica e pelos ensinamentos de Jesus Cristo me toda dizer-lhes assim claramente", indicou.
Sobre a violência que é sofrida, o Cardeal Cipriani destacou que fundamentalmente este é um assunto moral. "Há uma violência muito instalada no país que não só é um problema político é um problema moral. Existe a sensação de que não podemos fazer nada, então todo mundo se sente licitamente com o direito de sair com pau e pedra para defender-se. Não percamos mais tempo. Isto não é uma conjuntura política, eu creio que a moral não é um problema de acordos, a moral está na própria natureza tua e minha".
Ao concluir o programa o purpurado anunciou também a oração que se realizaria pelas vocações sacerdotais, tendo em vista que no dia seguinte a Igreja celebrava o dia mundial das vocações. "Queria anunciar que amanhã rezaremos pelas vocações sacerdotais. Há muitos jovens que sentem esse chamado de seguir a Deus na vida religiosa, sacerdotal ou também a matrimonial. Que sente este chamado de servir a Deus. Ânimo, não tenham medo", concluiu. (GPE/EPC)
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