Seul - Coreia do Sul (Terça-feira, 24-11-2015, Gaudium Press) O Cardeal Mauro Piacenza visitou na semana passada a linha de demarcação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, uma fronteira de especial significado pela divisão deste país após a revolução comunista e a guerra e a ausência de presença da Igreja por causa ad limitação à liberdade religiosa no regime Comunista do Norte. O purpurado relatou suas impressões ao ter podido observar aos soldados
norte-coreanos através da fronteira e constatar o clima de tensão no lugar. "É muito importante orar pela paz e reconciliação neste maravilhoso país assim como a sanação das feridas internas e externas de seu povo", expressou após a visita.
O Cardeal teve a oportunidade de visitar soldados feridos durante um incidente militar na fronteira, alguns dos quais são fiéis católicos e perderam as pernas. "Estive particularmente comovido pela visita à fronteira intercoreana. Pudemos ver os olhos dos soldados norte-coreanos, assim de perto estivemos. Somente estávamos separados por um cristal", relatou o purpurado. "Notei quão suspeitosos estavam sobre a nossa visita. No entanto, também vi curiosidade em seus olhos, isso é certamente algo positivo".
"Ao longo da fronteira havia evidência de que verdadeiramente há uma guerra que está desenvolvendo-se", acrescentou o Cardeal. "Nós vimos quão desolados lados estão os povos ao longo da fronteira imposta". A Igreja Católica trabalhou pela paz e a reconciliação dos dois países depois de ter tido que deixar o apostolado na Coreia do Norte após a perseguição religiosa imposta pelo regime comunista na segunda metade do século XX. Na atualidade não existe presença da Igreja na Coreia do Norte e as sedes episcopais são ocupadas à distância por prelados na Coreia do Sul, sem que se possa levar a cabo atividades de apostolado nesse país.
O Cardeal Mauro Piacenza visitou a Coreia por ocasião da abertura do escritório da organização Ajuda à Igreja que Sofre nesse país. O purpurado, que é Presidente desta Fundação Pontifícia, destacou a vitalidade da Igreja local e a notável assistência aos eventos e cerimônias litúrgicas nas quais participou. "As pessoas vieram em multidões aos serviços que tive a honra de celebrar e sua simpatia pela situação dos cristãos perseguidos ao redor do mundo foi notavelmente alta", comentou o purpurado. (GPE/EPC)
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