Lisboa - Portugal (Terça-feira, 07-02-2017, Gaudium Press) Sobre o debate a propósito da despenalização da eutanásia que é estimulado por uma parte do que se poderia chamar de "temperamento" público de Portugal, o Cardeal-patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente, declarou que o debate "não devia fazer sentido" e sustentou ainda que a vida humana "é inviolável" e "não precisa nem deve ser referendada".

Referendo Popular
Para o Cardeal Patriarca, um referendo sobre a despenalização da eutanásia "não é uma hipótese para a qual se olhe, desde já".
O que para o que "Temos de olhar desde já é o reforço das convicções, seja no Parlamento seja na sociedade portuguesa", disse Dom Manuel Clemente, após a celebração da cerimônia dos que assinalou o início das celebrações dos 50 anos da fundação da Universidade Católica Portuguesa.
"Acolher, proteger, cada um dos seus membros"
O debate em torno da despenalização da eutanásia "não devia fazer sentido numa sociedade que politicamente se rege por uma constituição que, no artigo 24 diz taxativamente ‘a vida humana é inviolável'":
"A vida humana é realmente inviolável. Está na constituição. Não precisa nem deve ser referendada", sustentou com ênfase o Cardeal.
O "esforço político" deve ser "orientado pela positiva", valorizando não só a qualidade dos cuidados paliativos, mas criando condições para que sociedade toda se torne paliativa, "que acolhe, protege, cada um dos seus membros", Considera Dom Manuel Clemente.
A Conferência Episcopal Portuguesa e as associações profissionais católicas ligadas à saúde e ao direito tiveram oportunidade de afirmar a defesa da vida. Para os bispos e os profissionais é um "absurdo" ter "direito" a morrer, mesmo se deixar de lado o aspecto religioso e moral da questão. (JSG)
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