Tashkent - Uzbequistão (Segunda-feira, 18-05-2015, Gaudium Press) A Igreja em Uzbequistão continua seu trabalho de serviço dos mais necessitados apesar de que o estado entorpece sua atividade, denunciou à Ásia News o Diretor Executivo da Cáritas nesse país, Padre Francis Stopkowic, presente em Roma para a Assembleia Geral da organização.
"Toda nossa ação é controlada, ao mesmo tempo nos impedem registrar-nos legalmente para obstaculizar nosso trabalho", expressou o sacerdote. Uzbequistão mantêm políticas contrárias à religião e não colabora com a ação caritativa apesar de mais de cinco milhões de pessoas viverem com menos de um dólar por dia e uma alta porcentagem da povoação rural padeça na pobreza.
A ação da Igreja deve centrar-se nas paróquias diretamente, já que a Cáritas não poderia ser registrada de forma independente. "Várias vezes nos últimos 10 anos temos preparado todos os documentos, todos traduzido para o idioma uzbeko. Nunca tivemos êxito porque o governo mantêm regras mutáveis e nos impede fazer o registro. Não podemos fazer nada".
A acusação mais comum contra a Cáritas é que se trata de uma forma de proselitismo, sem ter em conta de que a Igreja ajuda aos mais necessitados sem distinção de credo e não pressiona a nenhum dos beneficiários a mudar sua religião para receber as ajudas.
Ações como a entrega de remédios para pessoas sem recursos suscitam inclusive denúncias às autoridades, as quais investigam a procedência dos recursos para as campanhas. "Os controles são muito restritos e o dinheiro proveniente do exterior não podemos recolhê-lo", lamentou o sacerdote.
Apesar destas graves limitações, a Igreja em Uzbequistão, que conta com apenas 3.500 fiéis, continua servindo desinteressadamente aos mais necessitados. (GPE/EPC)
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