Sorocaba - São Paulo (Quinta-feira, 06-09-2018, Gaudium Press) Dotada de um conjunto arquitetônico representado pelo Mosteiro de São Bento e pela Igreja de Sant´Ana, a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Ponte, construída em 1771, na região central de Sorocaba, interior paulista, é considerada um dos principais patrimônios histórico-religiosos da cidade.
Na última terça-feira, 4 de setembro, um novo capítulo começou a ser escrito em sua longeva história com a montagem de enormes andaimes junto ao seu Presbitério, a fim de que pedreiros especializados possam fazer, nos próximos dias, os reparos necessários no arco sobre o qual é assentada a cúpula de mais de 20 metros de altura existente sobre o altar-mor.
Os reparos são referentes às trincas que voltaram a aparecer no revestimento das paredes arco, mas nada que preocupe tanto o Padre Tadeu Rocha Moraes, cura da Catedral Metropolitana. Profundo conhecedor da arte e arquiteturas sacras, o sacerdote recordou que essas trincas já haviam aparecido também no início dos anos 2000 e eliminadas por ocasião do processo de restauração da própria cúpula.
Encerrados os atuais reparos das trincas, um grupo de restauradores ficará a cargo de refazer os ornamentos artísticos em azul do arco de sustentação da cúpula.
Mais tarde, depois de concluída também a restauração das pinturas parentais, toda igreja deverá passar outra vez por uma nova pintura interna e externa.
A então igreja matriz de Nossa Senhora da Ponte, datada da segunda metade do século XVIII, foi fechada em julho de 1918 para reformas e ampliação, bem como para ser preparada para se transformar na Catedral de Sorocaba. As obras foram concluídas e inauguradas em 1º de janeiro de 1924.
Dessa ampliação, a futura Catedral Diocesana e Metropolitana recebeu também a cúpula, assim como um novo piso. Enquanto as naves superiores (galerias) foram abertas, as janelas que separavam a nave principal acabaram retiradas. E posteriormente, entre as décadas de 1950 e 1960, o teto de madeira em estilo basilical foi substituído.
Em 1932, teve início o trabalho de decoração do Presbitério, sendo utilizada a técnica em estêncil. O primeiro ambiente a ser decorado foi a cúpula - conservada até hoje e restaurada nos anos de 2006 e 2007.
Esta cúpula, conforme o Padre Tadeu, está assentada em quatro colunas que simbolizam os textos dos quatro Evangelhos (São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João) e tem forma octogonal, que remete ao oitavo dia da Criação, a plenitude, "além de nos dar a ideia da amplidão".
"O ponto central da cúpula da Catedral está a 21, 30 metros do chão, sob a qual está, então, o altar-mor, ‘centro principal do Templo, pois não é só uma mesa, mas, sobretudo, um significativo símbolo de Cristo - Pedra viva - e, por isso, em granito maciço e peça única, pesando, aproximadamente, três toneladas' e consagrado por dom José Lambert, então arcebispo metropolitano, a 22 de dezembro de 2002", informa o site da Arquidiocese de Sorocaba. (LMI)
Da redação Gaudium Press, com informações da Arquidiocese de Sorocaba
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