| "Sínodo dos Bispos é um momento privilegiado", disse o Santo Padre ontem durante a abertura do evento |
Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 11-10-2010, Gaudium Press) "Comunhão e testemunho para promover paz e justiça no Oriente Médio", foi o convite que o Santo Padre dirigiu a todos os cristãos na Missa de abertura da Assembléia especial para o Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio. O evento, pela primeira vez dedicado ao Oriente Médio, começou ontem no Vaticano e seguirá por mais duas semanas, inspirado no tema "A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma "."
Iniciada a cerimônia, o Santo Padre discorreu sobre o mistério da universalidade da salvação que se encontra em Jesus Cristo e ao mesmo tempo sua necessária ligação com a mediação histórica de Jesus Cristo. Segundo o pontífice, Deus é amor e quer que todos os homens façam parte de sua vida e a Igreja é sinal e instrumento do único e universal projeto salvífico de Deus.
Continuando seu discurso, Bento XVI, falou do 'método' de Deus. Método de aliança com todos os homens que teçe um laço "fiel e inauxarível para formar um povo santo e que é uma benção para todas as família da terra. Da terra, não só de dimensão histórica e humana, mas também divina e transcendente". Conforme o Santo Padre, a resposta por parte destes homens deve ser a conversão e reconciliação. "É um chamado a todos os cristãos do Oriente Médio", explicou.
Adentrando especificamente ao assunto do Sínodo, Papa Bento XVI convidou todos os presentes, antes de começaram suas atividades, a se concentrarem no aspecto da fé, deixando um pouco de lado a situação social e política da região médio-oriental. "O primeiro objetivo do Sínodo é prevalentemente pastoral, apesar de que não se possa ignorar a delicada e às vezes dramática situação social e política de alguns países" observou.
"O Sínodo dos Bispos é um momento privilegiado que quer revigorar a comunhão da Igreja Católica no Oriente Médio entre todas as tradições católicas e também entre todas as outras denominações cristãs presentes na região, como também entre judeus e muçulmanos", afirmou o Santo Padre, complementando que o evento será orientado ao testemunho dos cristãos a nível pessoal, familiar e social com o objetivo de reforçar sua identidade cristã.
Sobre a necessidade de se reforçar a identidade cristã, Bento XVI lembrou que a Terra Santa - que fica no Oriente Médio - é a única terra de onde provêm as raízes cristãs e onde vivem católicos de todas as tradições. "Todos desejamos, prosseguiu o Santo Padre, que os fiéis sintam a alegria de viver na Terra Santa, terra abençoada pela presença e pelo glorioso mistério pascal do Senhor Jesus Cristo".
Neste sentido, o pontífice destacou que paz e justiça são indispensáveis para um desenvolvimento harmonioso de todos os habitantes da região. Para isso, segundo o Santo Padre, a comunidade internacional deve contribuir, sustentanto um caminho confiável, leal e construtivo para a paz, assim como devem contribuir todas as religiões presentes no território, por meio da promação de "valores espirituais e culturais que unam os homens e excluam qualquer expressão de violência", disse.
O Papa dirigiu também um apelo aos cristãos de continuar sua obra de promoção social no campo educativo e da saúde, mas principalmente de ser testemunhas da fé e da prática do perdão e da reconciliação. Bento XVI terminou a homília com uma oração pela paz: " Paz tenhas, e que a tua casa tenha paz, e tudo o que tens tenha paz!
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