Jacarta (Sexta-feira, 20-08-2010, Gaudium Press) A Conferência Episcopal da Indonésia enviou uma mensagem ao presidente do país, Susilo Bamnag Yudhoyono, pedindo maior atuação do governo para debelar casos de intolerância religiosa no país. O clamor vem após casos de intolerância e ataques contra minorias cristãs praticados por extremistas islâmcios na região de Bekasi e em outroas áreas da Indonésia.
Segundo a Rádio Vaticana, na mensagem os bispos abordam também outros problemas sociais por que estaria passando o país e que necessitam de soluções. O texto fala em "crescentes pobreza, intolerância religiosa e corrupção" como "os maiores obstáculos ao progresso da Indonésia nestes últimos anos".
"Insistimos particularmente que o Estado demonstre vontade de defender os vários grupos religiosos minoritários, pois os fiéis vivem em uma situação de constante medo", afirma a nota.
A Indonésia é o mais populoso país islâmico do mundo, e o quarto em número total de habitantes. Em julho, mais de 200 grupos fundamentalistas islâmicos, como o "Bekasi Movement Against Apostates" ("Movimento de Bekasi Contra os Apóstatas") e o "Islamic Ummah Forum", haviam se reunido em assembleia na região de Bekasi para discutir a crescente "cristianização" do país e determinando que as mesquitas muçulmanas de Bekasi fizessem "frente" ao fenômeno. Os grupos urgiram ainda às autoridades que contivessem esse avanço com base na sharia e nos "princípios" do Islã.
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