Jerusalém - Israel (Quarta-feira, 08-04-2015, Gaudium Press) Um muro de segurança que se construirá em Israel deve desviar seu traçado original para preservar um mosteiro católico e manter o acesso a um cultivo adjacente, assim o determinou a Corte Suprema de Israel após um árduo trabalho de nove anos por parte da Igreja Católica. A decisão se conheceu no dia 02 de abril e foi celebrada pelo Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, que destacou o fato como "um sinal da Ressurreição".
O prelado, que creditou o êxito a "eficácia da oração" e a perseverança da comunidade cristã do Vale de Cremisan, que conseguiu um notável apoio dentro e fora da nação para evitar a implementação de um projeto considerado pela Corte "danoso para a povoação local e os mosteiros do vale".
A ordem judicial não ordena que não se levante o muro, mas que seu desenho projetado seja alterado de forma que não se afetem os terrenos de um mosteiro católico nem se separe as famílias locais de seus cultivos de oliveira. O novo traçado também permite que as Religiosas Salesianas possam continuar servindo a comunidade em sua escola local.
"Não podemos perder a esperança se Deus está conosco", expressou o Patriarca Twal como reação ao êxito da demanda. "Somos uma Igreja do Calvário, mas neste momento somos já a Igreja da Ressurreição", afirmou, fazendo alusão ao conhecimento da decisão na Quinta-feira Santa, antes de contemplar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Ainda devem avaliar-se outros desenhos alternativos do muro, já que nem o desenho original do Exército nem o plano alternativo apresentado na demanda foram considerados suficientes por parte da Corte. Os novos desenhos devem apresentar-se e estariam sujeitos a uma nova apelação em caso de que violem a comunidade. (GPE/EPC)
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