Legalizar o aborto não significa moralizá-lo, comenta Dom Alberto Maria Careggio.
Redação (21/04/2020 10:14, Gaudium Press) Para Dom Alberto Maria Careggio, bispo emérito da diocese de Ventimiglia e Sanremo, Itália, existe um vírus que há muito tempo se alastra no mundo. Há uma grande pandemia que ninguém ousa apontar: seis milhões de abortos legalizados no planeta todos os anos.
Comenta ele no portal da diocese:
“Quanto tempo durará a pandemia do coronavírus, não é possível saber, nem por quantos dias ainda teremos que ouvir o boletim das mortes, dos infectados e dos recuperados. O que aconteceria se o mesmo fosse feito para os mais de seis milhões de abortos legalizados em todo o mundo? Essa também é uma pandemia que mata a consciência daqueles que a praticam e a dos governantes que, ao legislar, pretendem eliminar o horror do assassinato”.
Legalização do aborto não significa moralização do aborto
O bispo ainda continua explicando sua posição:
“Legalizar não significa absolutamente moralizar uma ação que é contra a vida: diz-se popularmente que [o aborto] clama por vingança diante de Deus; e é bem assim! O heroísmo de todos aqueles que fazem o possível para salvar a vida de outras pessoas com o risco próprio é mais edificante. Isso enuncia que o mal não tem a última palavra. Da catástrofe e dos escombros desta pandemia, devemos esperar o despertar desses valores humanos e cristãos, de amor e solidariedade, de altruísmo e generosidade, de compaixão e ternura, adormecidos, mas não desaparecidos: são e continuam sendo a marca da mão de Deus que ele queria criar o homem à sua imagem, semelhança e sonhos de novos homens para uma nova sociedade”.
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