Cidade do Vaticano (Terça-feira, 20-10-2015, Gaudium Press) Na homilia na Casa Santa Marta, o Papa afirmou que Deus sempre doa com generosidade a sua graça aos homens, que têm o hábito de "medir as situações", e explicou que entender a abundância do amor divino é fruto de uma graça.

A palavra abundante é aplicada ao amor que Deus tem por todos os homens, que desconhecer pelo fato de terem se acostumado a dar migalhas quando decidem doar algo. Nisso, o Santo Padre fez a leitura de um trecho da Carta de São Paulo, onde falava da salvação trazida por Jesus, que supera a queda de Adão, sendo esta uma demonstração da doação com abundância, que logo resulta na salvação, "a amizade entre nós e Ele".
"Como Deus dá, no caso da amizade, a nossa salvação? Dá como diz que dará a nós quando fazemos uma boa ação: nos dará uma medida boa, cheia, transbordante (...) mas isto faz pensar na abundância e esta palavra é repetida três vezes neste trecho. Deus dá na abundância até o ponto de dizer a Paulo: ‘onde avultou o pecado, superabundou a graça'. Este é o amor de Deus: sem medida".
Segundo o Pontífice, "Deus não é mesquinho: Ele não conhece a mesquinhez. Ele dá tudo. Deus não fica parado: Ele olha e espera que nós nos convertamos. Deus é um Deus que sai para procurar, busca cada um de nós. Todos os dias Ele nos procura, está nos procurando. Como já fez e já diz, na Parábola da ovelha perdida ou da dracma perdida: procura. É sempre assim".
Ainda conforme o Papa, "se faz mais festa" para um pecador que se converte do que para cem que permanecem justos, e mesmo assim, com base em nossos critérios humanos, não é fácil entender o amor de Deus.
"É verdade, nós sempre temos o costume de medir as situações, as coisas, com medidas que possuímos, mas são medidas pequenas. Por isso, nos faria bem pedir ao Espírito Santo a graça de aproximarmo-nos pelo menos um pouco, para entendermos este amor e termos vontade de ser abraçados e beijados com a medida sem limites", concluiu. (LMI)
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