Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 01-10-2011, Gaudium Press) A cada ano a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. É um dia destinado a reviver em todos os fiéis, até mesmo nos pastores, a consciência que a Igreja é missionária por sua essência, Por sua natureza, por vontade de Cristo.
Em um de seus discursos sobre o Dia Mundial das Missões, o beato João Paulo II diz que "a evangelização não é uma tarefa imposta de fora, mas surge do próprio ser da Igreja. Não é possível ser autenticamente cristão e não ser missionários, não tendo zelo apostólico, o desejo de proclamar o amor de Jesus Cristo aos homens. Podemos afirmar inequivocamente que o zelo missionário de uma comunidade ou uma Igreja local, deve ser um sinal de sua vitalidade espiritual. Ao mesmo tempo, a evangelização é a melhor maneira de fortalecer a fé".
O tema do Dia Mundial das Missões deste ano - a ser comemorado no dia 23 de outubro - é: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20, 21). A dimensão missionária da Igreja é a extensão de um envio de Cristo por parte do Pai. A Igreja, como seu corpo místico, prolonga a encarnação de Cristo, sua presença física entre os homens. Todo cristão se torna, através de Batismo, a boca de Cristo a anunciar o seu reino entre os homens.
O Papa Bento XVI nos lembra que na liturgia da Igreja, especialmente na Missa, se atualiza o envio dos batizados para a evangelização do mundo. Como os discípulos de Emaús, todos os fiéis que tiveram um verdadeiro encontro com Cristo, se sentem impelidos de anunciá-lo imediatamente a todos os homens.
A proximidade do Senhor, que permaneceu para compartilhar com eles o pão, faz com que os dois discípulos que caminhavam sem desiludidos se tornem apóstolos que sentem a necessidade urgente de anunciar a todos que Jesus Cristo está vivo. A autêntica participação na liturgia dá sempre frutos num espírito missionário.
Em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano, Bento XVI afirma que "os destinatários do Evangelho são todas os povos" e reiterou que a missão confiada por Cristo à sua Igreja ainda está muito longe de ser concluída. "Nós não podemos permanecer tranqüilos pensando que, após dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Cristo e ainda não ouviram sua mensagem de salvação. Não só; mas se expande as fileiras daqueles que, apesar de terem recebido o anúncio o Evangelho, o esqueceram e abandonaram, não se reconhecem na Igreja; e muitos ambientes, mesmo em sociedades tradicionalmente cristãs, são hoje resistentes a abrirem-se a palavra da fé".
O Pontífice lembra ainda que "está em andamento uma mudança cultural, também alimentada pela globalização, movimentos de pensamento do imperante relativismo, uma mudança que leva uma mentalidade e estilo de vida que não fazem conta da mensagem do Evangelho, como se Deus não existisse, e que exaltam a busca do bem-estar, do dinheiro fácil, da carreira e do sucesso como propósito de vida, mesmo à custa de valores morais"
Esta situação exige uma renovada paixão pela evangelização em todos os fiéis. Todo batizado deve sentir esta missão como sua, e apoiar com a oração e ajuda financeira, o serviço de nossos missionários para dar a conhecer aos homens o amor salvífico de Deus, especialmente nas Igrejas mais pobres e carentes de recursos financeiros. A intercessão de Maria, Estrela da Evangelização, leve a bom termo o desejo do Santo Padre: "O Dia Mundial das Missões reacenda em cada um o desejo e a alegria de ir ao encontro da humanidade, levando a todos Cristo".
Em entrevista à Agência Fides, o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Ferdinando Filoni disse que o "desenvolvimento dos povos, solidariedade, dignidade de vida, apoio moral, promoção da justiça, conhecimento de etinias e povos distantes, respeito pela criação: são estes os frutos que a proclamação do Evangelho leva consigo".
O arcebispo recorda a mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões, intitulada "Como o Pai me enviou também eu vos envio", enfatizando "o compromisso de levar a todos os cristãos, como batizados, o anúncio do Evangelho". O prelado diz ainda que "evangelizar é o serviço mais valioso que podemos prestar a nossa fé, porque para o cristão anunciar o Evangelho significa responder a vontade de Jesus. Evangelizar é, ao mesmo tempo, serviço à Igreja, mas também serviços a cada pessoa".
Dom Ferdinando afirma ainda que "a proclamação do Evangelho, de fato, favorece sempre o desenvolvimento dos povos, leva a cria solidariedade. Por esta razão, embora a evangelização seja o nosso primeiro objetivo, nos comprometemos sempre a promover a solidariedade com aqueles que vivem em territórios de missão, partilhando e compreendendo suas necessidades humanas, sociais e materiais". (LB)
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