Mogi das Cruzes (Sexta-feira, 03-12-2010, Gaudium Press) A diocese de Mogi das Cruzes, em São Paulo, aderiu a um movimento de dioceses pela anti-legalização da prática abortiva. A iniciativa, liderada por outras quatro dioceses do estado - Taubaté, Lorena, Caraguatatuba e Guarulhos - tem como intuito elaborar e apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição do Estado de São Paulo garantindo a vida humana desde a concepção até a morte natural.
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| Dom Airton recordou que já existe na Constituição uma lei que protege o feto humano |
Conforme o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Airton José dos Santos, o projeto trata de uma regulamentação. O prelado explica que já existe na Constituição brasileira uma lei que protege o feto humano. O movimento quer reforçar essa determinação sugerindo uma lei que regulamente essa proteção no estado de São Paulo também. O estado "é um centro muito efervescente e com todas as possibilidades de tecnologia e ciência e medicina, portanto um local importante para garantir o respeito à vida humana", diz.
Dom Airton afirma que as 41 dioceses que compõe a Igreja no Estado de São Paulo apoiam o movimento que visa a essa regulamentação. No entanto, segundo ele, tradicionalmente e historicamente, as atividades nesse sentido são mais fortes nas quatro dioceses que encabeçam o projeto. "Taubaté, por exemplo, realiza todo ano a Pastoral Familiar. Então talvez exista um conhecimento sobre o assunto que as outras dioceses não tenham".
Contudo, o bispo de Mogi das Cruzes explica que se o projeto caminhar como se espera a participação efetiva das demais dioceses será fundamental. "Serão necessárias 300 mil assinaturas para que se possa apresentar como projeto de lei de iniciativa popular", declara.
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