Phoenix - Estados Unidos (Terça-feira, 25-06-2013, Gaudium Press) "O celibato é visto como um presente para a Igreja, ao invés de um peso", expressou o sacerdote Matt Lowry, capelão do Centro Newman da Santíssima Trindade em Phoenix (Estados Unidos), ao informativo The Catholic Sun. "Desta maneira [o sacerdote] está livre para entregar-se a sua esposa, a Igreja". Um artigo especial sobre esta disciplina da Igreja destacou os benefícios que o celibato representa para o sacerdócio.
| Dom Thomas Olmsted felicita aos novos sacerdotes da Diocese de Phoenix após sua ordenação ocorrida no dia 1º de junho. Foto: The Catholic Sun. |
O celibato dos sacerdotes, frequentemente criticado por contraditores da Igreja, é para o Padre Lowry, diretor associado de Vocações da Diocese, inclusive mais necessário na atualidade. "Nosso mundo está muito sexualizado, por isso se confunde muito diante do celibato", afirmou. "A pauta do mundo é atuar sobre nossa sexualidade sem se importar com o que isto significa, ao invés de examinar nossa sexualidade dentro do plano, mais amplo e misterioso, de Deus."
O sacerdote também observou uma funcionalidade prática nesta antiga escolha feita pela Igreja: praticando o celibato o sacerdote está mais disponível para o serviço de Deus. Sem embargo, o Padre Lowry insistiu que o sentido central do celibato é o da doação espiritual.
Um presente recebido, não uma imposição
Por sua vez, o Padre Paul Sullivan, Diretor diocesano de Vocações em Phoenix, destacou que a vocação sacerdotal inclui esta graça, que não é assumida como algo que deve ser feito, mas como um bem e uma glória vindas de Deus. "É parte do chamado; nos oferecemos como inspiração a outros", explicou. "De uma forma real, vivemos a vida que Cristo viveu."
O Padre Sullivan também destacou a confusão atual sobre o celibato, motivada por uma concepção do corpo humano e da sexualidade "reduzida ao prazer e não dirigida ao amor transcendente do Pai. É muito mais o que se recebe de Deus em seu poder e sua graça", afirmou. "Trata-se menos do que deixamos, e mais do que recebemos nesta vida."
Sobre a suposta imposição desta disciplina aos sacerdotes, o Padre Lowry afirmou que a Igreja não viola a liberdade com este mandato, posto que o sacerdócio é escolhido livremente. "Eu, de fato, escolhi ser celibatário", comentou. "O que as pessoas estão sugerindo é que você deve casar-se para ser feliz, e isso é uma falácia. Existem muitas pessoas casadas infelizes no mundo."
O sacerdote destacou que a abstinência sexual não tem nenhuma consequência negativa para o homem, posto que o que prejudica o homem é a falta de intimidade e amor, realidades que estão muito presentes na vida espiritual: "Nossos corações foram criados para a intimidade e a comunhão".
O Padre Lowry concluiu expressando sua gratidão pela paternidade espiritual que lhe permite seu ministério e o valor do testemunho do sacerdócio no mundo. "Fomos feitos para uma vida além deste mundo. Nós sacerdotes e as religiosas vivemos o mistério do Céu, e damos valor àqueles de nós que estão lutando (...). Podemos oferecer nossa sexualidade como um presente para Deus." (GPE/EPC)
Com informações do The Catholic Sun.
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