Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 22-10-2012, Gaudium Press) No sábado passado, duas personalidades acadêmicas receberam das mãos de Bento XVI a segunda edição do Prêmio Ratzinger promovido pela Fundação Vaticana Joseph Ratzinger - Bento XVI.
"Parabenizo vivamente o Prof. Daley e o Prof. Brague, que com sua personalidade ilustram esta iniciativa em sua segunda edição. E entendo "personalidade" em sentido pleno: o perfil da pesquisa e de todo o trabalho científico; o precioso serviço de ensino, que ambos desenvolvem há longos anos; mas também a maneira de ser dos dois, naturalmente em modo diverso - um é jesuíta e o outro um leigo casado - comprometidos com a Igreja, ativos em oferecer sua contribuição qualificada na presença da Igreja no mundo de hoje", cumprimentou cordialmente Bento XVI.
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| Um sacerdote jesuíta e um intelctual leigo foram os contemplados |
A entrega da segunda edição do Prêmio Ratzinger coincide com o 50° aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e naquele contexto o Santo Padre salientou o empenho científico dos premiados no diálogo ecumênico e inter-religioso. "O Padre Daley, estudando a fundo os Padres da Igreja, colocou-se na melhor escolha para conhecer e amar a Igreja una e indivisível, mesmo na riqueza de suas diversas tradições; por isso ele desenvolve também um serviço de responsabilidade nas relações com as Igrejas Ortodoxas. E o Prof. Brague é um grande estudioso da filosofia das religiões, em particular da hebraica e islâmica na Idade Média".
"Certamente seria muito interessante - ressaltou - caro Padre e caro Professor, escutar as vossas reflexões e também vossas experiências nestes campos, onde se joga uma parte relevante do diálogo da Igreja com o mundo contemporâneo".
No fim de seu breve discurso, o Papa agradeceu por transmitir a "arte de viver". "Personalidades como o Padre Daley e o Prof. Braghe - ressaltou - são exemplares para a transmissão de um saber que une ciência e sabedoria, rigor científico e paixão pelo homem, para que possa descobrir a "arte de viver". E é justamente de pessoas que, através de uma fé iluminada e vivida tornam Deus próximo e crível ao homem de hoje, aquilo de que temos necessidade; homens que mantenham o olhar fixo em Deus sorvendo desta fonte a verdadeira humanidade, que o Senhor coloca em nosso caminho, para ajudar a compreender que é Cristo a estrada da vida; homens cujo intelecto seja iluminado pela luz de Deus, para que possam falar também à mente e ao coração dos outros. Atuar na vinha do Senhor, onde nos chama, para que os homens e as mulheres do nosso tempo possam descobrir e redescobrir a verdadeira «arte do viver»: esta foi também uma grande paixão do Concílio Vaticano II, mais do que nunca atual no empenho da nova evangelização".
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