Valência - Espanha (Quarta-feira, 03-08-2016, Gaudium Press) Enquanto se encontrava acompanhando aos jovens de sua Diocese na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Cracóvia 2016, que culminou no último domingo, 31 de julho, o Cardeal Cañizares, Arcebispo de Valência, em sua mais recente carta pastoral se referiu à urgente necessidade de uma Nova Evangelização.
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"A nova evangelização constitui o horizonte da missão da Igreja, de toda a Igreja, neste milênio que praticamente estamos começando. Hoje é urgente, como tantas vezes nos recordou o Papa e nos ensina com seu exemplo, que devemos ser anunciadores incansáveis do Evangelho", escreve o purpurado.
"A hora presente deve ser a hora do anúncio gozoso do Evangelho, assim será também a hora do renascimento moral e espiritual de nosso mundo, a hora da esperança que não decepciona", acrescenta o Arcebispo de Valência.
Recordando o magistério do Concílio Vaticano II, assim como o dos últimos pontífices, assegura que a Nova Evangelização, na história presente, é "nossa tarefa mais urgente como Igreja, que não podemos de modo algum deixar de lado ou debilitar".
De tal maneira, ressoa que a força para este trabalho é o mesmo Jesus Cristo: "Porque não podemos ir aos homens, nem estar no meio deles nem dirigir-nos a eles com outra força nem com outra bagagem que com a qual nos entregou a Igreja, sua riqueza única, Jesus Cristo, o verdadeiro tesouro; não possuímos nenhuma outra palavra nem nenhuma outra riqueza, não temos ouro nem prata, não possuímos poder nem força alguma para servir à esperança e dar testemunho dela que Cristo: mas esta nem a podemos esquecer, nem a queremos silenciar, nem a deixaremos morrer".
O Cardeal logo fala sobre a grande necessidade de Cristo que tem o mundo de hoje, especialmente os jovens: "No fundo dos homens de hoje em geral, e dos jovens em particular, há uma só e grande aspiração em relação com a Igreja: Tem sede de Cristo; o resto o podem pedir a outros. Buscam a Cristo. Todos lhe buscam. À Igreja se pede a Cristo! E de nós tem direito a esperá-lo com obras e palavras".
A este respeito, ressaltou que "somos devedores para com os homens de hoje deste anúncio-testemunho; se o devemos porque nós temos recebido essa graça sem mérito nosso, e eles tem direito a reclamá-lo de nós; se o devemos aos mais próximos e aos distantes; se o devemos sobretudo aos mais pobres e necessitados, na alma e no corpo; a todos (...)".
Neste sentido, o Arcebispo de Madri -fazendo eco das palavras de São João Paulo II- diz que "é tempo para propor novamente, e antes de tudo, a Jesus Cristo, o centro do Evangelho", já que "uma pastoral de só conservação e manutenção é insuficiente".
Por isso, "nos é urgente essa 'nova evangelização: Nova em seu ardor, nova em seus métodos, nova em sua expressão (...) O ardor tem a ver com a conversão, quer dizer, com o olhar de Cristo. Os métodos e a expressão serão novos na medida em que Cristo seja encontrado por homens deste mundo, desta cultura, que expressam o drama da existência, e portanto, na linguagem e com os modos próprios de nosso mundo de hoje'", como prossegue retomando palavras do Papa Polonês.
Finalmente, diz que a força para essa nova evangelização viria da Palavra de Deus, da oração e dos sacramentos, especialmente no "encontro real com o Senhor presente no pão e no cálice que oferecemos ao Pai cada vez que celebramos o memorial do Mistério Pascal". (GPE/EPC)
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