Imbituba - Santa Catarina (Sexta-Feira, 10/04/2015, Gaudium Press) No último dia 8 de abril, a cidade de Imbituba, no Estado de Santa Catarina, viveu um momento emocionante e bastante esperado: o lançamento do edital de construção de um monumento em homenagem à Santa Paulina. O ato contou com a presença de uma comitiva de 12 pessoas vindas de Nova Trento.
Composto por autoridades da prefeitura de Nova Trento, de Brusque e representantes do Grupo de Trabalho, do Turismo Religioso de Santa Catarina, o grupo presente na cerimônia teve ainda a companhia da diretora e do reitor do Santuário Santa Paulina, Irmã Anna Tomelin e Padre André Borges da Silva, respectivamente.
A ideia de construir um monumento em homenagem à santa surgiu no ano de 2003, mas somente agora a obra começa a tomar forma. A estátua de Santa Paulina ficará localizada no alto do Morro Mirim e medirá 46,5 metros de altura, podendo ser vista em um raio de 15 quilômetros. Além do monumento, o local também possuirá murais contando a história da santa e sua ligação com a cidade, traduzida em quatro idiomas.
Como parte do projeto, ainda será construído um mirante com vista panorâmica de toda a região, com um espaço de 4 mil metros quadrados de área. A obra completa está prevista para ser concluída em três anos.
Localizada na Região Sul de Santa Catarina, a cidade de Imbituba está a 90 quilômetros da capital Florianópolis e já é conhecida como a terra do primeiro milagre de Santa Paulina, desde 1966, quando o município ganhou destaque com a comprovação da cura de Eluíza Rosa de Souza.
Sobre Santa Paulina
Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, Norte da Itália recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Imigrante italiana radicada no Brasil desde os nove anos de idade, Santa Paulina adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos. No ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo, em Nova Trento. Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social.
No dia 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Angela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule. Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a cidade de Nova Trento.
Em 1918, Santa Paulina é chamada a viver na sede Geral da Congregação, onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI, em 1933, à Congregação. Santa Paulina morreu aos 77 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes da Fé, Esperança e Caridade e demais virtudes.
No dia 19 de maio de 2002, Madre Paulina é canonizada na Praça de São Pedro, e passa a ser chamada de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. (FB)
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