Florença - Itália (Quarta-feira, 11/11/2015, Gaudium Press) - Em sua décima viagem Pastoral o Papa Francisco chegou a Florença na terça-feira, 10/11, em um helicóptero que aterrissou num estádio esportivo preparado previamente para a ocasião.
Logo em seguida, Francisco visitou o batistério da Catedral de Florença onde teve oportunidade de admirar belas obras em seu interior.
Ainda na Catedral, o Papa manteve encontro com os Bispos italianos que estão ali reunidos em Assembleia.
Ele teve ocasião de ouvir alguns testemunhos. Entre eles o do Padre Bledar que nasceu na Albânia em uma família ateia. Bledar chegou à Itália numa balsa. Usando passaporte falso, viveu nas ruas até que um pároco o ajudou:
"Bati em sua porta e pároco me disse: "Para mim, quem bateu a minha porta foi Jesus. Então, vem e fica em minha casa". Eu vivi em sua casa como um filho. E não foi por um dia, ou por um mês, mas durante nove anos", contou emocionado o Padre Blender.
O Papa pronunciou diante de todos os Bispos um denso e longo discurso pedindo-lhes que se guiem pela humildade, o desinteresse e as Bem-aventuranças.
"Estas características nos dizem que não devemos estar obcecados pelo "poder". Mesmo quando pareça ser um poder útil e funcional para a imagem social da Igreja", frisou o Pontífice.
E ele continuou suas palavras lembrando que prefere uma Igreja que sai ao encontro das pessoas:
"A doutrina cristã não é um sistema fechado, incapaz de gerar perguntas, dúvidas, interrogações: ela está viva, agita, anima.
Seu rosto não é rígido. Tem um corpo que se move e desenvolve, uma carne terna: essa doutrina se chama Jesus Cristo".
Por isso, disse o Papa aos Bispos que é chave ter contato com as pessoas. Do contrário, perde-se a humanidade e a Igreja não avança. Então, pediu-lhes:
"Aos pastores peço que sejam pastores. Nada mais que pastores! Sou Pastor. Que esta seja vossa alegria. As pessoas, vossas ovelhas, serão quem os sustentarão".
Francisco ainda incentivou os Bispos a não terem medo. Recomendou que procurassem todas as pessoas recordando que Jesus não se sacrificou por uns poucos escolhidos, mas sacrificou-se por toda a humanidade. (JSG)
Da Redação Gaudium Press, com informações RomeReports
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