Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 02-01-2012, Gaudium Press) A primeira cerimônia do ano presidida pelo Papa Bento XVI aconteceu na manhã deste domingo, 1º de janeiro, na Basílica vaticana. Tratou-se da celebração eucarística da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, e do 45º Dia Mundial da Paz. Estiveram presentes cardeais, membros da Cúria, representantes diplomáticos e milhares de fiéis.
![]() |
| Conforme o pontífice, a Igreja deve educar os jovens "à consciência da verdade" |
O pontífice dividiu sua homilia em duas partes. Na primeira, comentou o Evangelho deste primeiro dia do ano e na segunda versou sobre a Paz, soma e a síntese de todas as bençãos divinas.
Primeiramente, o Santo Padre informou que a liturgia do Evangelho do primeiro dia do ano faz ressoar a antiga benção sacerdotal "O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê paz!"
Bento XVI explicou então que Maria foi a primeira a ser cumulada por essa bênção. "O mistério da sua maternidade divina, que celebramos hoje, contem a medida superabundante daquele dom de graça que cada maternidade humana traz consigo", afirmou.
Segundo o pontífice, Maria é mãe e modelo da Igreja, "que acolhe na fé a divina Palavra e se oferece a Deus como 'terra fértil' na qual ele pode continuar a realizar seu mistério de salvação". Bento XVI afirmou ainda que a Igreja também participa do mistério da maternidade divina, "espalhando no mundo a semente do Evangelho, principalmente através dos sacramentos e da pregação."
A segunda parte da homilia iniciou com o Santo Padre afirmando que no primeiro dia do ano a Igreja também invoca de maneira especial a Paz, "e o faz, como a Virgem Maria, mostrando a todos Jesus, porque, como afirma o Apóstolo Paulo, 'Ele é a nossa paz', é o caminho para alcançar esta meta a qual todos nós aspiramos".
Sobre a Mensagem do Dia da Paz, o pontífice destacou o tema deste ano: "Educar os jovens para a justiça e a paz". Segundo ele, trata-se da tarefa que compete a cada geração e sobre a qual a família humana mostra estar sempre mais consciente depois da tragédia das duas grandes guerras mundiais.
Neste ponto, o Santo Padre achou por bem afirmar que educar não é instruir. Segundo ele, quando a Igreja fala em educar, ela se refere a educar os jovens "à consciência da verdade, aos valores fundamentais da existência, às virtudes intelectuais, teológicas e morais, significa olhar o futuro com esperança".
Conforme o Papa, por causa dos avanços tecnológicos, o mundo hoje se tornou "menor", e contato entre diferentes tradições e culturas maior. "Por isso, é indispensável que hoje os jovens aprendam os valores e o método da convivência pacífica, do respeito, do diálogo e da compreensão. Essa educação começa na família e se desenvolve na sociedade, onde cada pessoa deve ter a capacidade de enfrentar os conflitos sem prepotência, mas com a força interior de testemunhar o bem, ressaltou.
Por fim, Bento XVI afirmou que nesta tarefa de educar os jovens tendo em vista a difusão destes valores, a a comunidade religiosa tem uma responsabilidade particular. "Cabe a ela anunciar e mostrar que Jesus é um caminho possível, aberto a todos. Ele é o caminho da paz, concluiu.
Com informações da Rádio Vaticano.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas
