Espanha - Valência (Quinta-feira, 23-11-2017, Gaudium Press) Apesar da distância, centenas de equatorianos que vivem em Valência, Espanha, celebrarão sua Padroeira: Nossa Senhora de Quinche. As homenagens marcam a festividade da Padroeira, que ocorreu no dia 21 de novembro, mas terão lugar no sábado, 25 de novembro, na Paróquia El Salvador e Santa Mônica. A comemoração mariana é uma das mais importantes da cidade espanhola com a participação de devotos não valencianos.
![]() |
As homenagens a Nossa Senhora começaram na terça-feira, 21, com o tríduo em honra a Nossa Senhora. Já na sexta-feira, 24, antes da Celebração Eucarística que haverá às 19h30, terá lugar a bênção das crianças -uma especial tradição para estas datas-, assim como a bênção dos objetos religiosos e dos veículos, tal como ocorre durante esta festa mariana no Equador.
Ainda na sexta-feira, às 22h, será a procissão com uma pequena imagem de Nossa Senhora de Quinche que se desenvolverá pelo antigo canal do Rio. Na passagem dos fiéis se rezará o Santo Rosário. O percurso se iniciará à altura do Campanar até a paróquia, onde se congregarão os equatorianos para a exposição do Santíssimo Sacramento e bênção.
A Missa pela festividade mariana será no sábado, 25, às 11h, após a qual se seguirá uma procissão presidida por uma imagem venerada na Paróquia, ocorrendo nas ruas próximas ao templo. A imagem, de 1,2 metro de altura, foi um presente que a Associação de Nossa Senhora dos Desamparados deu à comunidade equatoriana em Valência.
Aos festejos já se somaram outras centenas de fiéis equatorianos, desta vez na Paróquia 'A Paixão do Senhor e Santa Gemma Galgani', que no dia 18 de novembro renderam tributos à Nossa Senhora de Quinche com uma Celebração Eucarística, procissão mariana e um ato cultural com danças do Equador.
A imagem original de Nossa Senhora da Apresentação de El Quinche é uma imagem de madeira do século XVI que foi talhada pelo espanhol Diego de Robles, da escola quitenha, a pedido dos indígenas Lumbisí, que não tiveram como pagar ao artista. De Robles decidiu então entregá-la aos indígenas oyacachis que lhe pagaram com tábuas de fino cedro que necessitava para seus trabalhos.
Os indígenas, ao verem a imagem, ficaram maravilhados porque era exatamente igual a como lhes havia apresentado Nossa Senhora quando se encontravam em uma caverna. Conta a tradição que Nossa Senhora lhes apareceu com a promessa de livrá-los dos perigos de uns ursos que devoravam crianças.
A imagem de Nossa Senhora permaneceu com os indígenas até 1604, quando o então Bispo do lugar ordenou seu traslado ao povoado de Quinche, onde ainda permanece. (EPC)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas
