Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 23-02-2011, Gaudium Press) Antes da audiência geral desta quarta-feira, o Papa foi ao exterior da Basílica Vaticana para abençoar uma nova imagem que ficará disposta em nicho da Basílica: a de São Maron, fundador dos católicos maronitas.
Na breve cerimônia de benção esteve presente o Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, patriarca de Antióquia dos Maronitas, o presidente libanês Michel Suleiman e um grupo de ministros libaneses de todas as confissões. Depois da benção, o Patriarca Sfeir presidiu uma Missa na Basílica de São Pedro junto a outros bispos maronitas.
| Cerimônia ocorreu antes da audiência geral e contou com a presença de autoridades religiosas e políticas maronitas |
A estátua de São Maron foi colocada em um nicho externo da Basílica de São Pedro, na fachada de Via delle Fondamenta, no Vaticano. A obra, do escultor espanhol Marco Augusto Dueñas, foi encomendada pela Igreja Católica Maronita. Foi realizada em um único bloco de mármore carrara e tem altura de cinco metros. São Maron é representado com o gorro e os hábitos de sua igreja. Na mão esquerda leva uma pequena igreja de estilo maronita, que oferece ao mundo. Na mão direita carrega um cajado pastoral.
O escultor Dueñas foi o autor também de uma outra estátua dos nichos externos de São Pedro, dedicada à santa espanhola Rafaela María Porras y Ayllón (1850-1925), que o Santo Padre abençoou no dia 20 de janeiro de 2010.
Maronitas
São Maron foi um monge e sacerdote sírio que viveu entre os séculos IV e V. Depois da ordenação sacerdotal, escolhe a vida de eremita, retirando-se nas montanhas do Tauro, perto de Cirro. Seu estilo de vida ascético e as curas físicas e espirituais a ele atribuídas atraíram outros que queriam seguir seu exemplo. Assim, se construiu o primeiro núcleo da Igreja Maronita, comunidade sui iuris no seio da Igreja Católica, desde sempre em comunhão com Roma, presente hoje no Líbano, na Síria, no Egito, na Terra Santa e nos países da diáspora.
Por ocasião da disposição da estátua de São Maron, o Colégio Maronita organizou três dias de eventos, que tiveram início no dia 21 de fevereiro com um encontro cultural no qual o Arcebispo Edmond Farhat ministrou uma palestra de introdução sobre "Os maronitas a serviço da Santa Sé".
Depois dele, P. Sarkis Tabar, OAM, dedicou sua intervenção ao tema "O Colégio Maronita, ponte entre o Oriente e o Ocidente", enquanto o P. Abdo Badawi OLM ilustrou os elementos salientes da arte maronita expressos através de seus ícones.
O canto litúrgico maronita também ganhou destaque, estando no centro de um concerto que aconteceu na noite do dia 22 de fevereiro na Basílica romana de Santa Maria Maior, com a participação do Coro da Ordem Antoniana Maronita.
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