Valência - Espanha (Segunda-feira, 06-02-2017, Gaudium Press) "Estão nos roubando o patrimônio cultural sonoro da cidade", protestou Teresa Gascó, habitante de Valência, Espanha, que encabeça uma coleta de assinaturas para pedir a supressão de um requerimento imposto ao pároco do templo de San Nicolás para impedir que faça soar os sinos do templo. A medida, com efeito desde a semana anterior, se sustenta em sua suposta violação a uma lei contra ruídos.
A coleta de assinaturas, na qual participaram com entusiasmo os vizinhos da paróquia, tem por centro de operações uma padaria próxima ao templo. "O som dos sinos me articula o dia porque não é ruído", declarou Gascó aos meios de comunicação, explicando que é um som que não causa incômodo e que somente se produz três vezes por dia. "O bairro está degradado e sujo, e isso sim que incomoda".
Além da ação dos vizinhos, o Padre Antonio Corbí, pároco de San Nicolás, afirmou que apresentará um recurso legal contra a medida, para pedir que fiquem excluídos todos os campanários de grande valor histórico. O sacerdote esclareceu a 'Alfa y Omega' que os sinos "não soam em um horário abusivo" e que é contraditório que seja imposto uma restrição a um templo cuja restauração foi aprovada pela Generalitat. "Não é uma questão acústica, mas ideológica", advertiu.
O templo de San Nicolás em Valência é um dos tesouros da arquitetura sacra da cidade, ao ponto de ser chamado "a Capela Sistina de Valência", pelos seus ricos detalhes. Foi erigido como paróquia em 1242 e reformado em estilo gótico no século XV, para depois ser decorado em estilo barroco no século XVII. (GPE/EPC)
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