Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 22-01-2015, Gaudium Press) O Santo Padre Francisco erigiu no dia 19 de janeiro a Igreja Católica Eritrea como Igreja Metropolitana Sui Iuris, separando-a da jurisdição da Arquieparquia de Addis Abeba, Etiópia. A decisão, anunciada no Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, estabelece esta Igreja como província eclesiástica independente sob a autoridade de um prelado Metropolita em plena comunhão com a Sede Pontifícia. O Papa nomeou primeiro Metropolita à Dom Menghesteab Tesfamariam, até agora Bispo eparquial de Asmara.
| Dom Menghesteab Tesfamariam, novo Metropolita da Arquieparquia de Asmara, Eritrea. Foto: Arquieparquia de Asmara |
A nova Igreja Metropolita, de rito oriental de tradição alexandrina, tem jurisdição sobre todo o território de Eritrea, que é dividido em quatro Eparquias. A de Asmara, que foi elevada a Arquieparquia na presente decisão e que compreende a região central do país com mais de 30 mil católicos em quase 24 mil quilômetros quadrados, e as de Barentu, Keren e Segheneity.
O novo Metropolita, Dom Tesfamariam, nasceu em Berakit, parte da Eparquía de Asmara, e ingressou na comunidade dos Missionários Combonianos em 1971. O prelado serviu em Uganda e se formou posteriormente nos Estados Unidos, recebendo de São João Paulo II a dignidade de Bispo de Asmara em 2001.
As normas contempladas para as igrejas metropolitanas sui iuris estabelecem que seus Metropolitas peçam ao Pontífice a imposição do Pallium como símbolo de sua comunhão e uma vez recebido tem autoridade para convocar um Conselho de Hierarcas e ordenar Bispos. O Conselho de Hierarcas tem um caráter legislativo dentro da Igreja, mas suas normas devem ser submetidas a aprovação da Santa Sé. O Metropolita é nomeado sempre pelo Santo Padre. (GPE/EPC)
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