
A ordenação ilegal é um dos problemas nas
relações com a Santa Sé e a China
Cidade do Vaticano (Terça-feira, 24-04-2012, Gaudium Press) A comissão vaticana sobre a Igreja Católica na China, instituída pelo Papa Bento XVI em 2007, depois dos temas da formação dos seminaristas e das pessoas consagradas e dos sacerdotes, desde ontem e pelos próximos quatro dias, se reúne para estudar o tema da "formação dos leigos à luz da situação da comunidade católica na China e no quadro do Ano da Fé", informou o comunicado da Sala de Imprensa vaticana.
A comissão, composta pelos Superiores dos Dicastérios da Cúria Romana, foi fundada com o objetivo de "estudar as questões de maior importância, relativas à vida da Igreja católica na China", dividida entre a oficial controlada pelo governo comunista, e aquela chamada subterrânea, sempre contra o regime e em diálogo com a Santa Sé.
Por isso, como salienta o comunicado, durante a reunião será tratada também a questão dos "progressos realizados nos percursos de formação dos sacerdotes, das pessoas consagradas e dos seminaristas, e a quanto falta para fazer para uma preparação adequada deles às tarefas do serviço ao qual são chamados a cumprir no âmbito eclesial e para o bem da sociedade".
Um dos problemas nas relações com a Santa Sé e a China é a ordenação ilegal dos bispos escolhidos pelo governo comunista que, evidentemente não possuem mandato pontifício.
A Comissão também quer tratar sobre os temas das relações com as autoridades, quer analisar a própria atividade pastoral e sanar a situação de uma Igreja que foi dividida. (JSG)
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