Aracaju - Sergipe (Segunda-feira, 05-11-2018, Gaudium Press) A Arquidiocese de Aracaju celebrou um marco significativo em sua história. Na última quinta-feira, 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, foi aberto oficialmente o processo de beatificação de Frei Miguelângelo de Cíngole Serafim, o Frei Miguel, conhecido popularmente com o "Apóstolo de Aracaju".
Na ocasião, o Arcebispo Dom João José Costa presidiu a solene celebração eucarística, na Paróquia São Judas Tadeu, no bairro América, local em que, por várias décadas, o religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos exerceu o seu ministério.
Em meio a este processo, sem tempo determinado para conclusão, haverá uma comissão formada por cinco pessoas, constituída por religiosos, professores e cientistas, que ficará a cargo de estudar acerca da vida e trajetória de Frei Miguel, desde o seu nascimento, em 30 de outubro de 1908, até a sua morte, em 9 de janeiro de 2013, aos 104 anos de idade.
Além disso, um dossiê, peça conclusiva dessa investigação, será entregue ao arcebispo metropolitano, antes de ser encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos, em Roma.
A comissão não somente investigará detalhadamente a vida do capuchinho para conhecer sua fama de santidade como também pretende recolher testemunhos de pessoas que o conheceram e alcançaram graças por sua intercessão.
"O primeiro milagre atribuído ao religioso foi a construção do Convento e a Igreja dos Capuchinhos. Não havia recursos financeiros e nem qualquer projeto de construção, tudo foi fruto de doações que ele recolhia junto à população", observou o Frei João Paulo, pároco da São Judas Tadeu.
Na Igreja dos Capuchinhos, Frei Miguel foi considerado pai, protetor, conselheiro, e amigo dos mais necessitados, aflitos e doentes. Também foi agraciado com o título de missionário da caridade e da reconciliação.
A partir da data de sua morte, a Paróquia São Judas Tadeu celebra missas em memória do "Santo de Aracaju", no dia 9 de cada mês, com a participação de um número significativo de fiéis.
Oriundo de Cingoli, na Itália, Frei Miguelângelo chegou ao Brasil, mais precisamente à Bahia, em 1936, ao lado de outros missionários da mesma família religiosa. Em seguida, mudou-se para as terras sergipanas. Antes de chegar a Aracaju, atuou nas cidades de Maruim, Santo Amaro, Rosário do Catete e General Maynard. (LMI)
Da redação Gaudium Press, com informações da Arquidiocese de Aracaju
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