| Cardeal vietnamita é venerado por quase todos em sua terra natal |
Hanói (Quarta-feira, 06-10-2010, Gaudium Press) No próximo dia 22 de outubro, será realizada uma cerimônia na Sala do Palácio Lateranense, em Roma, pelo início do processo de investigação diocesana sobre a vida, as virtudes heroicas e a santidade do cardeal vietnamita François-Xavier Nguyên Van Thuân, primeiro passo para uma eventual beatificação do religioso.
A cerimônia não contará com a presença do Papa - participam o cardeal vigário de Roma, Dom Agostino Vallini, e o presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Cardeal Peter Turkson - mas neste dia Bento XVI recordará em suas intenções a memória do religioso.
Eucaristia foi o "segredo"
Durante a vigência do regime comunista no país do extremo leste asiático, o cardeal passou 13 anos na prisão, de 1975 a 1988. Em 1991, foi obrigado a abandonar o Vietnã e foi recebido pelo Papa João Paulo II em Roma, passando a fazer parte da cúria romana. Em 1998, foi nomeado pelo pontífice presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz e, em 2001, feito cardeal.
Na sua terra natal, o religioso é venerado por quase todos, de crianças a adultos, católicos e não-católicos. Costumava dizer que o "segredo" para ter resistido a tanto tempo de prisão fora a Eucaristia. Ele celebrava a missa em segredo, depois que os fiéis lhe levavam, escondido, um pouco de vinho, água e hóstia. Consta que durante a noite os presos participavam da adoração eucarística, de forma que muitos que não eram católicos acabaram se convertendo.
Com Rádio Vaticana.
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