Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 03-10-2011, Gaudium Press) De volta ao Vaticano, após passar três meses em sua residência de verão, em Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI reuniu-se neste domingo, 02 de outubro, com milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro, para a recitação da oração mariana do Ângelus.
| Em sua alocução Papa se deteve na parábola dos vinhateiros infiéis |
Na alocução que precedeu a oração mariana, o Papa citou uma passagem do Evangelho deste domingo (Mt 21,33-43), centralizado na parábola dos vinhateiros infiéis "O Reino de Deus vos será tirado e confiado a um povo que produza seus frutos", disse o Santo Padre e explicou que essa severa advertência dirigida por Jesus aos chefes dos sacerdotes leva "pensar na grande responsabilidade de quem, em todos os tempos, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com um papel de autoridade".
Conforme Bento XVI, Jesus "é a pedra que os construtores rejeitaram, porque havia sido julgado inimigo da lei e perigoso para a ordem pública". "Mas Ele mesmo", continuou o pontífice, "rejeitado e crucificado, ressuscitou, tornando-se a 'pedra angular' sobre a qual os fundamentos de toda existência humana e do mundo inteiro podem se apoiar com absoluta segurança".
Esta, segundo o Santo Padre, é a verdade de qual fala a parábola do vinhateiro: "o proprietário da vinha representa Deus mesmo, enquanto a vinha simboliza o seu povo, bem como a vida que Ele nos dá a fim de que trabalhemos em favor do bem".
De acordo com o pontífice, Deus tem um projeto para os seus amigos, mas infelizmente, a resposta do homem é muitas vezes orientada à infidelidade. "O orgulho e o egoísmo impedem de reconhecer e de acolher até mesmo o dom mais precioso de Deus: o seu Filho unigênito", afirmou.
Neste sentido, enfatizou o Santo Padre, "Deus entrega a si mesmo em nossas mãos, aceita fazer-se mistério insondável de fragilidade e manifesta sua onipotência na fidelidade a um desígnio de amor, que, no final, prevê, porém, também a justa punição para os malvados".
Partindo desta afirmação, o pontífice fez um apelo aos fiéis para que: "Firmemente ancorados na fé à pedra angular que é Cristo, permaneçamos n'Ele como o ramo que não pode dar fruto por si mesmo se não permanece na planta. Somente n'Ele, para Ele e com Ele se edifica a Igreja, povo da nova Aliança", declarou.
Por fim, Bento XVI disse que Deus está sempre perto e atuante na história da humanidade, nos acompanhando também com a presença dos seus Anjos que hoje a Igreja venera como "Protetores", ministros da solicitude por todo o homem. "[...] do início até a morte, a vida humana é circundada pela incessante proteção deles", afirmou.
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