Curitiba (Terça-Feira, 03-05-2011, Gaudium Press) No último domingo, 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Praça Nossa Senhora da Salete, no centro de Curitiba, acolheu mais de 60 mil fiéis para uma missa solene em honra à beatificação do papa João Paulo II. A celebração, presidida pelo próprio arcebispo metropolitano Dom Moacyr José Vitti, iniciou às 10h e fez parte da programação do 1º de Maio Solidário.
| Mais de 60 mil pessoas compareceram à Praça Nossa Senhora da Salet/ Foto: Arquidiocese de Curitiba |
Durante a missa, que também celebrou a Festa da Divina Misericórdia, Dom Moacyr falou sobre a misericórdia de Deus e enalteceu as virtudes de João Paulo II, como o "homem da família, do ecumenismo, da juventude, da caridade e do perdão universal". O arcebispo ainda salientou que o mundo inteiro foi modificado pelo empenho de João Paulo II em favor da paz, pois ele se revelou um verdadeiro "pai da família humana" e a todos cativava pela sua facilidade de comunicação e gestos de sensibilidade e solidariedade.
"A beatificação é certamente um estímulo para as vocações sacerdotais e religiosas. Alegremo-nos muito com este acontecimento, pois a vida do nosso querido papa João Paulo II, que amava muito o Brasil, foi sempre um testemunho eloquente de santidade, por sua grandiosa fé", destacou o prelado.
| Dom Moacyr salientou que o mundo inteiro foi modificado pelo empenho de João Paulo II em favor da paz/ Foto: Arquidiocese de Curitiba |
Para tornar a homenagem ainda mais especial, os organizadores do evento contemplaram os participantes da missa com a exposição de dois objetos que lembram o beato João Paulo II: a cátedra, onde o papa se sentou quando celebrou a missa em Curitiba, no ano de 1980; e o carro - um Ford Galaxie - que transportou o pontífice pelas ruas da cidade. A cerimônia contou com a animação do padre Reginaldo Manzotti, que cantou com a multidão e abençoou os desempregados.
Segundo o sacerdote, João Paulo II é um testemunho vivo, um homem de humildade, que conseguiu conservar a santidade mesmo diante de uma enorme exposição. "O beato foi um homem de visão além de seu tempo, que conseguiu provocar uma importante mudança, quando ele disse que não era o povo que estava para a Igreja, mas a Igreja que estava para o povo, e por isso era preciso evangelizar com novos métodos, com novo ardor", destacou Padre Manzotti durante a missa.
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