Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul (Quinta-Feira, 07/08/2014, Gaudium Press) Dom Zeno Hastenteufel, Bispo da Diocese gaúcha de Novo Hamburgo, recorda em seu artigo que, como acontece em todos os anos, neste segundo domingo do mês de agosto a Igreja do Brasil dá um destaque vocacional ao Dia dos Pais. Ele afirma que a liturgia nos apresenta a experiência de Deus vivida pelo Profeta Elias, no Monte Horeb.
De acordo com o Prelado, Elias tinha uma promessa de que o Senhor iria se encontrar com ele naquele lugar, mas veio um vento impetuoso, depois veio um terremoto, depois o fogo, e o Senhor não estava em nenhum daqueles fenômenos tão fortes. Dom Hastenteufel ressalta que, em vez de desistir, o profeta continuou esperando. Por fim, o texto registra: "E, depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa. Ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto e pôs-se à entrada da gruta, o Senhor estava na brisa suave" (1 Rs 19,13).
"Esta mensagem pode também se aplicar a todos os pais de família, que sabem muito bem que o Senhor está com eles. Alguns pais de família, por vezes, sentem-se um pouco abandonados, mas nas coisas pequenas e simples o Senhor revela sua presença", completa.
Para o Bispo, a vida de nossas famílias pode ser comparada com a cena do Evangelho deste próximo Dia dos pais: "A barca já longe da terra estava sendo agitada pelas ondas, com o vento contrário. No meio da madrugada veio Jesus caminhando sobre as águas. Os discípulos ficaram apavorados e disseram: ‘É um fantasma'! Jesus os acalma: ‘Coragem, sou eu, não tenham medo'. Então Pedro lhe disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro caminhando sobre as águas. E Jesus respondeu: ‘Vem'" (Mt 14, 24-27).
Para o Prelado, de fato Pedro saiu caminhando sobre a água, mas quando percebeu que poderia se afundar, já começou a afundar e gritou: "Senhor, salvai-me". Neste momento Jesus estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?" (Mt 14,29-31). Ele ainda destaca que se o padre tem a convicção de estar acompanhado pelo Senhor, não precisa temer.
"Entretanto, no mundo em que nós vivemos, é claro que os nossos pais também passam pelos sofrimentos que São Paulo registra na carta aos Romanos: 'Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo, em favor de meus irmãos, os de minha raça. Eles são israelitas'" (Rom 9,2-4).
Para finalizar, Dom Hastenteufel afirma que São Paulo sofria porque os seus irmãos, os da sua raça, eram israelitas e não acreditavam em Cristo, nem em sua ressurreição e nem em seu poder salvador. Conforme ele, hoje acontece o mesmo: muitos pais de família vivem a sua missão, trabalham como missionários, mas os seus próprios filhos, irmãos e cunhados, pessoas que com ele cresceram, estão totalmente afastados e não creem no Cristo vivo e ressuscitado.
"Por isso, rezamos para que, neste Dia dos Pais, possam eles perceber algum sinal de que estas realidades estão mudando para melhor", conclui. (FB)
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