| "Mente e linguagem são inadequadas para explicar a relação existente na Trindade", diz Papa Bento XVI |
Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 31-05-2010, Gaudium Press) Neste domingo, penúltimo antes do encerramento do Ano Sacerdotal e o primeiro do retorno do Ângelus - durante o período pascal, a oração mariana recitada pelo Papa em São Pedro é substituída pela do Regina Caeli - a Igreja Católica celebrou a solenidade da Santíssima Trindade. Na Praça de São Pedro, antes da recitação da oração mariana, o Papa Bento XVI falou justamente sobre esse dogma, revelação de Cristo ocorrida nos mistérios pascais: morte e ressurreição, sua ascensão à direita do Pai e a efusão do Espírito Santo.
"A mente e a linguagem são inadequadas para explicar a relação existente" na Trindade, afirmou Bento XVI no tradicional encontro com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Para Bento XVI, a compreensão humana é limitada para entender totalmente o dogma da Santíssima Trindade.
Apesar disso, o Papa recordou que com o sinal da cruz é possível de certa forma se embrenhar nesse mistério pascal. "Fazemos o sinal da cruz antes de rezar para que nos pacifique espiritualmente, para concentrar em Deus pensamentos, coração e intenções; depois de rezar, o repetimos para que aquilo que Deus nos doou permaneça em nós. Ele envolve todo o ser, corpo e alma, e tudo é consagrado em nome de Deus uno e trino".
Beatificação da beata Maria Pierina De Micheli
| Beata Maria Pierina De Micheli, que dedicou sua vida à missão educativa na Argentina |
A religiosa italiana dedicou sua vida à missão educativa na Argentina e na Itália. "O Senhor lhe concedeu uma extraordinária devoção ao seu Santo Vulto, que a apoiou nas provas e na doença. Morreu em 1945 e seus restos mortais repousam em Roma no Instituto "Espírito Santo", afirmou o Papa.
Cardeal Constantini
Bento XVI, ao final do encontro, lembrou também a figura do Cardeal Celso Costantini, Secretário da Congregação de "Propaganda Fide" do tempo do pontificado do Papa Pio XII. Recentemente foi publicado em Roma o seu "Diário" com o subtítulo "Às margens da guerra (1938-1947)". "O seu 'Diário' testemunha a imensa obra realizada pela Santa Sé naqueles anos dramáticos para favorecer a paz e socorrer todos os necessitados", ressaltou o Papa.
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