Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 11-10-2012, Gaudium Press) A partir da Missa de domingo inicia a XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema: "A nova evangelização para a transmissão da fé cristã".
Todo o mundo católico será representado pelos 262 padres sinodais, o mais elevado número de participantes entre todos os precedentes Sínodos. Estarão presentes também os delegados fraternos. Entre os três Presidentes Delegados haverá o Cardeal Francisco Robles Ortega, arcebispo de Guadalajara, no México.
O desenrolar da Assembleia sinodal foi apresentado nesta manhã aos jornalistas por Mons. Eterovic, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos.
Haverá 262 padres sinodais, dentre os quais, 63 da América. A maior representação será a da Europa com 103 padres, o continente a cuja maioria é dirigido o convite para repensar como anunciar o Evangelho, hoje sem o cansaço e em uma nova maneira.
182 padres sinodais foram eleitos, 172 pelas Conferências Episcopais e 10 pela União dos Superiores Gerais; 3 foram
designados pelas Igrejas Orientais Católicas sui iuris; 37 participam ex officio, 40 foram nomeados pelo Santo Padre. Entre esses há 6 patriarcas, 49 cardeais, 3 arcebispos-mores, entre os quais um é cardeal, 71 arcebispos, 120 bispos e 14 sacerdotes. No que diz respeito ao ofício que exercem, 10 são Chefes das Igrejas Orientais sui iuris, 32 Presidentes das Conferências Episcopais, 26 Chefes dos Dicastérios da Cúria Romana, 211 Ordinários e 11 Auxiliares.
Para a Assembleia sinodal foram convidados também delegados fraternos: Sua Graça Dr. Rowan Douglas Williams, arcebispo de Canterbury e primaz de toda a Inglaterra e da Comunhão Anglicana, e Bartolomeu I, arcebispo de Constantinópolis e patriarca ecumênico; 3 convidados especiais: Irmão Alois, prior de Taizé, França, o rev. Lamar Vest, presidente da Bible Society, EUA; e o Sr. Werner Arber, professor de Microbiologia no Biozentrum da Universidade de Basileia (Suíça) e presidente da Pontifícia Academia das Ciências.
Não foram convidados não crentes pelo fato da Assembleia querer se concentrar nos desafios que enfrenta a Igreja e outros cristãos como o primeiro passo para renovar o modo de anunciar a fé no mundo.
O convite para a nova evangelização é principalmente dirigido ao mundo ocidental, mas não somente para ele. Na última Assembleia sobre a África foi ressaltado o problema das pessoas que depois dos estudos na Europa e na América do Norte voltam secularizados e portam aquela experiência nas realidades da fé fervente, observou Mons. Eterovic. (AA/JS)
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