Brasília (Segunda, 08-06-2009, Gaudium Press) O Simpósio Internacional Mudanças Climáticas e Justiça Social, iniciado hoje e que termina no próximo dia 10, em Brasília, discute a preocupação com os efeitos das mudanças climáticas sobre populações vulneráveis, como quilombolas, indígenas, ribeirinhos e os que estão nas periferias das grandes cidades.
Promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com organizações da sociedade civil, pastorais sociais, cientistas e representantes dessas comunidades, o evento debate projetos e sugestões de precaução para evitar que mais pessoas sejam atingidas em desastres naturais - como as recentes cheias do Nordeste.
"Nós nos preocupamos muito com as populações indígenas, os ribeirinhos, os quilombolas, os pequenos agricultores. Aqueles que já estão ali e que tiram seu sustento numa relação harmoniosa com a floresta. Essas pessoas sofrem muito com a invasão de grandes grupos que não apenas depredam o meio ambiente, mas também provocam grandes e graves conflitos", disse nesta segunda dom Dimas Lara Barbosa, secretário geral da CNBB.
De acordo com o representante da Cáritas - entidade ligada à Igreja Católica - no Distrito Federal, Jaime Conrado, os quilombolas maranhenses não sofreram apenas com a cheia dos rios - nas enchentes das últimas semanas nas regiões Norte e Nordeste -, mas ainda sofrem com a falta de ajuda humanitária.
"O que nós estamos tentando fazer é chamar a atenção da mídia para a situação dessas pessoas. Porque muitas vezes a sociedade se comove com os atingidos nas cidades, mas as populações rurais são as que sofrem mais. Além disso, eles vivem do que plantam. Se o governo não fizer alguma coisa agora, não sei como será até o próximo inverno", afirmou Conrado.
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