Madri - Espanha (Sexta-feira, 05-06-2015, Gaudium Press) Por ocasião do 375º aniversário de fundação da Real Escravidão de Santa Maria a Real da Almudena, na última quinta-feira, 04 de junho a venerada imagem de Nossa Senhora de Almudena, Padroeira de Madri, realizou uma saída extraordinária da Catedral. O evento, que levou por lema "Fiéis ao teu amor desde o ano 1640", foi presidido por Dom Carlos Osoro, Arcebispo da capital espanhola.
A procissão começou às 18h30, a partir da Catedral da Almudena até a Igreja Arcebispal Castrense, onde Dom Osoro e Dom Juan del Río, Arcebispo Castrense e Capelão da Real Escravidão, concelebraram uma solene Eucaristia. A imagem da Virgem foi acompanhada em sua procissão pelos membros da Real Escravidão, os Irmãos Maiores da Corte de Honra e de Santo Isidoro, os Irmãos Maiores de outras congregações, assim como o Arcebispo de Madri, membros do Capítulo da Catedral, o clero diocesano, além de autoridades civis e militares, entre outros. Todo o percurso foi seguido pelos fiéis de ambos lados da Avenida.
Para a saída extraordinária, a imagem da Almudena foi ornada por joias conservadas pela Real Escravidão. Elas são a Coroa Imperial, que data do século XVIII e é obra de José Pecul; o Manto Real que pertenceu a Infanta Luisa Carlota, filha de Carlos IV e Rainha de Portugal. Além disso, Nossa Senhora portará a faixa de Capitã geral, o Bastão de mando da capitania geral, o bastão de mando de prefeita honorária de Madri, assim como as medalhas de ouro e de honra da prefeitura de Madri. O Menino Jesus, por sua vez, levou em sua cintura o laço da Real Escravidão.
Uma das congregações mais antigas de Madri
A Real Escravidão de Santa Maria a Real da Almudena é uma das congregações mais antigas de Madri, já que sua origem ocorreu em 1640 a pedido de Felipe IV, que mandou fundá-la ao duque de Pastrana para que a Virgem sempre tivesse seu devido culto e devoção.
Justamente nas Constituições da Congregação se estabeleceu que seu principal objetivo seria o serviço, culto e veneração da Mãe de Deus sob sua invocação da Almudena, assim como a defesa de sua Puríssima Conceição. Aquele então se constituiu um Conselho de Governo com o Rei como patrão perpétuo, um protetor, um prefeito, oito conselheiros -entre eles quatro eclesiásticos-, dois secretários, um tesoureiro, um mestre de cerimônias eclesiástico, quatro comissários de festas e outros quatro de cera, além de uma camareira perpétua. Desde a sua fundação até os nossos dias os membros da Casa Real assinaram o livro de "escravos" da Congregação. A Real Escravidão também é custódia de todos os bens da Padroeira de Madri e tem a cargo a difusão da história da Virgem de Almudena.
A venerada imagem da Almudena foi encontrada no ano de 1805 durante a conquista da cidade de Madri pelo rei Alfonso VI em um dos torreões da muralha árabe, contígua à Porta da Vega. De acordo com a tradição, a imagem da Virgem havia sido escondida séculos atrás pelos cristãos que viviam no antigo Magerit diante do avanço muçulmano. (GPE/EPC)
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