| "A mulher não é dona de seu corpo e também não é dona do pequeno que nasce de dentro dela", disse Dom Adriano |
Lima (Quinta-feira, 03-02-2011, Gaudium Press) "Deus, te agradeço, porque quando minha mãe estava grávida ela não me abortou. Esta deve ser a reflexão que devem fazer os candidatos que apoiam o aborto". Com estas palavras se dirigiu o bispo auxiliar de Lima, Peru, Dom Adriano Tomasi, a algumas pessoas que se manifestavam a favor da despenalização do aborto, em um ambiente político prévio às eleições presidenciais do país.
Segundo o prelado, ninguém tem o direito de decidir quem deve nascer e quem não deve . "O direito à vida é o direito mais importante" disse. "Por outro lado, é certo que existem casos de violência, mas, nestes casos, o bebê é inocente; os culpados são os delinquentes que praticaram a violência. Contra eles é que se deve ir e depois ajudar a mãe que foi violentada. Nós temos casas que acolherão a esta jovem", expressou.
No que tange à afirmação das pessoas de que se praticam muitos abortos de maneira escondida, que põem em risco a vida da mãe, Dom Adriano asseverou que a solução certamente não passa pela morte do bebê. "A solução é dar a estas pobres mulheres melhores condições e permitir que elas possam entregar, se quiserem, a criança para adoção", afirmou.
Às pessoas favoráveis à despenalização do aborto, o prelado disse, por fim, que alguns candidatos não conhecem o tema e se deixam levar por uma falta de compaixão. "A mulher não é dona de seu corpo e menos, todavia, dona do pequeno ser que nasce de dentro dela. Então, estes políticos estão movidos por outros interesses, por uma falsa compaixão e deveriam estudar melhor o tema", concluiu.
Com informações da Oficina de Comunicações da Arquidiocese de Lima.
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