São Paulo (Quarta- feira, 30-10-2013, Gaudium Press) O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, fala sobre o dia de Finados. Ele afirma que, nesta ocasião, no Ano da Fé, os católicos são convidados a manifestar a Fé da Igreja no que diz respeito à vida e à morte.
"Qual é a luz especial que nossa Fé traz para iluminar esse lado da existência, sobre o qual pairam tantas dúvidas? As respostas da Fé cristã são muitas e luminosas", disse.
Logo no início do seu texto, Dom Odilo descreve que, durante a comemoração de Finados, decorrente em todos os anos, os católicos vão aos cemitérios, levam flores e manifestam seus pesar pela morte dos familiares e amigos, deixando seus sinais de afeto e saudades.
Antes de tudo, explica o Cardeal, "nós cremos no Deus vivo, também chamado 'o Vivente', que é a origem de toda vida, o 'Amigo da vida'", pois devemos crer no Deus que é "pessoa", que se "relaciona e se comunica, se relaciona e se comunica, que ama e se compadece; que vive e que dá a vida".
"Diz-nos ainda nossa Fé que Deus nos chama à vida por um ato de bondade e benevolência. Não é o homem quem dá a vida a si mesmo: recebe-a. Por isso, acolhemos com profundo respeito e gratidão a vida que temos e também a vida do próximo. Não somos nós os senhores absolutos da vida e da nossa existência; somos agraciados por esse dom divino. Devemos zelar o melhor que podemos pela vida, pela qual deveremos dar contas a Deus".
Para Dom Odilo, nossa Fé nos fala da morte corporal, presente na ordem da realidade, e que, além disso, "existe o Deus da vida, não sujeito às realidades precárias deste mundo", que nos chama para confiarmos nele e recebermos dele o dom da vida eterna e da felicidade plena.
"Nossa Fé não se refere apenas à sobrevivência da alma espiritual; a expressão 'ressurreição da carne' fala da pessoa na sua inteira condição humana. 'Toda carne verá a salvação de Deus' (Lc 3,6)", ressalta.
Referindo-se a São João, o Arcebispo afirma, no prólogo do Evangelho, que "'o Verbo se fez carne e habitou entre nós' (Jo 1,14)", o que significa que o Filho eterno de Deus assumiu nossa condição de "carne", sujeitando-se à precariedade deste mundo e se fazendo solidário conosco.
"Nossa Fé na ressurreição da carne, baseia-se na fidelidade de Deus a si mesmo e à sua obra; Deus não nos chamou à vida para nos descartar, em seguida; mas, para que possamos ter vida em plenitude. Ele é a garantia da vida futura glorificada também para nós, que continuamos a viver na presente precariedade da existência".
Finalizando, Dom Odilo acredita que, no Ano da Fé, não devemos ter receio de afirmar nossa Fé no Dia de Finados, dizendo como Jó: "Eu creio que o meu Redentor vive e que, por fim, ele se levantará sobre o pó. E com meus olhos eu verei a Deus" (Jó, 19, 25-27). (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese de São Paulo
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