Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 25-04-2011, Gaudium Press) O Papa Bento XVI presidiu na noite deste último sábado, 23, a celebração da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro. Após a benção do fogo e a preparação do círio pascal, o Santo Padre administrou o batismo, a crisma e a primeira comunhão a seis catecúmenos provenientes da Suíça, Albânia, Rússia, China, Singapura e Peru. Em sua homilia, o pontífice abordou os sinais da Vigília Pascal e tratou sobre o tema da Criação.
| Segundo Papa, Vigília Pascal tem a característica de nos aproximar da palavra da Sagrada Escritura |
Conforme Bento XVI, dois grandes sinais caracterizam a celebração litúrgica da Vigília Pascal: o fogo e água. "Temos antes de mais nada o fogo, que se torna luz. A luz do círio pascal, que na procissão, através da Igreja encoberta na escuridão da noite, torna-se uma onda de luzes, fala-nos de Cristo como verdadeira estrela da manhã eternamente sem ocaso, fala-nos do Ressuscitado em quem a luz venceu as trevas".
Já a água, conforme o Santo Padre, apresenta duas perspectivas simbólicas: "recorda, por um lado, as águas do Mar Vermelho, o afundamento e a morte, o mistério da Cruz; mas, por outro, aparece-nos como água nascente, como elemento que dá vida na aridez. Torna-se assim imagem do sacramento do Batismo, que nos faz participantes da morte e ressurreição de Jesus Cristo"
Além destes dois grandes sinais, Bento XVI destacou que a Vigília Pascal carrega também um traço essencial de nos aproximar da palavra da Sagrada Escritura. Conforme o Santo Padre, essa aproximação se faz através de uma ampla visão panorâmica, que nos conduz pelo caminho da história da salvação, "desde a criação, passando pela eleição e libertação de Israel até os testemunhos proféticos, pelos quais toda esta história se orienta cada vez mais claramente para Jesus Cristo", disse.
| Santo Padre batiza catecúmeno proveniente de Singapura |
Atendo-se à parte da Sagrada Escritura que fala sobre a Criação, o pontífice afirmou que entende tal relato não como uma narração real das coisas, mas "como apelo ao essencial, ao verdadeiro princípio e ao fim do nosso ser". A respeito da mensagem central deste relato, Bento XVI citou as primeiras palavras do Evangelho: "No princípio, era o verbo", para comentar que o mundo é uma produção da Palavra e da razão. "Não apenas razão, mas razão criadora que fala e comunica a Si mesma". Neste sentido, explica o Santo Padre, o princípio de todas as coisas é a Razão criadora, é amor, é a liberdade".
Por fim, o pontífice sublinhou que ao se falar da Criação na Vigília Pascal celebra-se Deus, o Criador e a sua criação. "Sim, creio em Deus, Criador do Céu e da Terra e celebramos o Deus que Se fez homem, padeceu, morreu, foi sepultado e ressuscitou. Celebramos a vitória definitiva(...) Celebramo-lo, porque sabemos que agora vale definitivamente o que se diz no fim do relato da criação:' Deus viu que tudo o que tinha feito era tudo muito bom' (Gn 1, 31)'".
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