Caçador - Santa Catarina (Quinta-Feira, 13/11/2014, Gaudium Press) Dom Frei Severino Clasen, Bispo da Diocese de Caçador, no Estado de Santa Catarina, inicia seu artigo para o mês de novembro com as seguintes perguntas: Como será a vida após a morte? Existe vida eterna? Se não existisse vida eterna que sentido teria a vida nesse mundo? Segundo ele, essas perguntas serão dissolvidas pela verdade de fé, e a vida pública de Jesus é a verdade que nos convoca para preparar a vida eterna.
O Prelado explica que Jesus veio anunciar o Reino de Deus, a vida definitiva junto do Pai após o percurso nesse mundo. Portanto, conforme ele, nosso viver tem um gosto de eternidade, e esse sabor eterno nos motiva e nos encoraja para partilhar obrigações e distribuir responsabilidades no cotidiano.
Por isso, o Bispo destaca que se aproxima a assembleia avaliativa da Diocese gaúcha. Ele salienta que avaliar é uma atitude inteligente e que projeta um futuro mais seguro e próspero, alegrando-se com as conquistas e retomando processos diante dos desafios da caminhada. Dom Clasen recorda que no Evangelho de São Lucas, Jesus envia os seus discípulos em missão, e eles assumem com grande entusiasmo a tarefa. De acordo com o Prelado, quando retornam da missão, cheios de alegria, Jesus tem algo a mais para oferecê-los, e enquanto eles se alegram com as ações, Jesus se contenta com o testemunho.
"Jesus lhes promete algo muito maior e eterno, ‘vossos nomes estão escritos no céu' (Lc 10,20). A missão que assumimos, não é uma mera ajuda à Igreja, ou uma ajuda ao padre. O Reino dos Céus não se conquista com trocas, mas pela gratuidade e testemunho de vida, a exemplo dos pássaros dos céus, do lírio do campo. A nossa disponibilidade é o grau de maturidade cristã que assumimos e testemunhamos. Seguir Jesus Cristo é viver a gratuidade com espírito maduro, colocando em prática o que o Mestre nos ensinou", avalia.
Com relação a importância da avaliação, o Bispo enfatiza que consiste em um momento forte para cada sacerdote, líder cristão, agentes de pastoral, animadores de movimentos e associações medirem o quanto estão em sintonia com a mensagem do Evangelho proposto pelo Plano Diocesano de Pastoral. Ele lembra que a Diocese é uma entidade séria, que tem um plano, têm diretrizes, tem normas para dar segurança às ações, para que sejam consistentes e seguras.
"O grande perigo é o individualismo, ignorar a caminhada pastoral da Igreja particular, ou seja, da Diocese. Cada um se instalar na mesmice, no tradicionalismo e não aceitar nada diferente. São situações complicadas, onde o processo de evangelização fica emperrado e o anúncio do Reino não avança", completa.
Por fim, Dom Clasen afirma que avaliar significa colocar na balança. Segundo ele, nos deparamos com situações na Igreja onde grupos e líderes egocêntricos bloqueiam o processo de evangelização, e, com isso, o Reino de Deus fica em segundo plano porque à própria pessoa se coloca acima dele. Para o Prelado, essas atitudes não acrescentam em nada na implantação do projeto de pastoral nas comunidades, nas paróquias e nas dioceses.
"Portanto, avaliar significa superar vaidades e visibilizar avanços no processo da evangelização. Que o Espírito Santo inspire a todos nessa avaliação para que a ação evangelizadora contribua eficazmente na erradicação das injustiças, na formação da consciência e na alegria de anunciar Jesus Cristo e sua mensagem de amor", conclui. (FB)
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