Em uma de suas homilias quando esteve no Brasil, o Papa João Paulo II afirmou: "A cruz, símbolo da fé, é também símbolo do sofrimento que conduz à glória e da paixão que conduz à Ressurreição. ‘Per crucem ad lucem', pela cruz, chega-se à luz: este provérbio, profundamente evangélico, nos diz que, vivida em seu verdadeiro significado, a cruz do cristão é sempre uma cruz pascal" (Hom. Rio de Janeiro, 30/6/1980).
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A cruz é uma honra que Nosso Senhor dá para aqueles a quem ama. Por isso, Garrigou - Lagrange assinala: "Que maior prova de amor pode dar Deus a uma alma do que fazer dela uma vítima de amor, em união com o Crucificado?" (LAGRANGE, 1999, p.31 O).
O aceitar com resignação todos os sofrimentos e cruzes que, ao longo da vida, tem-se de carregar é de suma importância para todos aqueles que, por amor a Deus, resolvem trilhar as vias da virtude. Nosso Senhor Jesus Cristo deu-nos esse exemplo, ao submeter-se a dores atrozes, físicas e morais, no cumprimento de Sua missão redentora da humanidade.
Porém, a compaixão de Jesus para com todos aqueles que sofrem é tão grande que Ele se identifica com eles: "Estive doente e me visitastes" (Mt 25,36). Deste modo, cumpri-se de modo perfeito a profecia de Isaias: "Tomou nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males" (Is 53,4).
Esse amor de predileção, por todos nós, alivia-nos os sofrimentos e ajuda-nos a encará-los como o Apóstolo Paulo: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rm 8, 18).
Por Lucia Nga Thi Vu.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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